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Rota vicentina, dia 6: etapa 3

Hoje acordámos em almograve. A noite da passagem de ano era a única que tínhamos reservado antecipadamente e acabou por ser a única que não passámos em Santiago.
Fizemos uma passagem de ano calmissima a ver o Maik na RTP2. O Maik acabou antes da meia noite mas nós também. Estávamos com um pé na cama quando soaram os foguetes. Ainda abrimos as precianas para os ver.
Esta foi a etapa das batotas. A João quis ir ver o mar e deu-me boleia até ao Porto dar pombas. Menos 4 ou 5 kms..
As pernas hoje não queriam cooperar muito mas lá fui correndo ao longo das falésias. Perto do sardao entrei em modo urbano com estradões e alcatrão. Valeu pelo cabo e pelas cegonhas mas falésias.
Do cabo para sul foi sempre estradão. Corre, corre… Marquei com a João na praia de.. qualquer coisa.. a sonhar com um mergulho mas a porra da praia estava lá no fundo.
Dei por terminada a etapa a cerca de cinco quilómetros de estrada da zambujeira.
Pegámos no carro e fomos dar uns mergulhos no Carvalhal antes de acabar a etapa com outro belo almoço na azenha.

Rota vicentina, dia 5: etapa 4

Hoje foi dia de prato forte. Entre são Torpes e Odeceixe esta é sem dúvida a melhor etapa. Tem escarpados de encher o olho, descidas e subidas dignas de trail, belos caminhos no meio do pinhal e belas praias para banhar.
A etapa começa logo bem, na igreja da zambujeira do mar mesmo junto à costa. Segue pela praia da Vila e poucos quilómetros depois, praia do Carvalhal. Mar abrigado e calmo não há como resistir. Mais á frente vamos passar pela praia da Amália, parece que a moça passava lá férias. A praia tem um Ribeiro que acaba em queda de água, maravilha. O mar volta a convidar, são um segundo mergulho.
Mais à frente voltei a encontrar o casal alemão com que tinha estado na cavaqueira dos dias antes. Blablabla para aqui, blablabla para ali e dia caminho.
Eis que se passa pela azenha do mar onde estava a João já com mesa guardada num tasco em cima da falésia. Pedimos uns polvos e umas cenas porque não havia moreia, nem no dia seguinte quando reincidimos, e esperámos pelos alemães.
Muitas cervejas e uma hora depois eles seguiram a vida deles e eu fui um pouco depois.
Chegado à margem sul do rio Seixe, era necessário uma volta chata para chegar ao fim. Em alternativa como a João estava lá, saquei do packraft e naveguei rio abaixo até a ondulação ficar complicada e me dar a cagufa. Saltei fora do rio, não sem antes perder um chinelo que o mar após brincar com ele um bocado entre as ondas fez o favor de me de devolver.

Rota vicentina, dia 4: etapa 2

Hoje trocámos as voltas e fomos de sul para norte. Não só ficámos com o sol mas costas como acabámos em Milfontes o torna apanhar táxi para voltar ao início da etapa mais fácil.
Esta etapa que, para nós, começou em almograve é feita sob o signo da acácia que enchem as dunas.
Também passamos por extensas zonas agrícolas o que explica a grande quantidade de malta indiana/paquistanesa que se vêem por almograve.
Chegados à margem sul do Mira fomos direitos ao ancoradouro onde esperávamos apanhar o barco-táxi para nós levar a Milfontes. Infelizmente o dito cujo não quis nada conosco e obrigou-nos a fazer a pé o resto do percurso…. Não foi nada, estou a brincar. Na falta de um barco-taxi ficámos pelo táxi normal que a João não queria andar mais. E até tinha razão para isso, o resto do percurso não era muito interessante. Além disso a Rita, que não víamos há cerca de dez anos estava às nossa espera 🙂

Rota vicentina, dia 3: népias

A corrida de ontem foi um bocado violenta. As penas ficaram cansadas de tanta areia e os tornozelos em papa com tanta pedra. Por isso, hoje foi dia de repetir as atrações que não falham. -Peixinho em Sines, acompanhado de delinear de plano de actividades. Falhou a adega de Sines, mas pronto, bater com o nariz na porta foi o poder especial destas férias. – seguiu-se um par de horas de praia da Damietta samouqueira. Sem banho que o mar não esteva para aí virado. Ficámos pelo molha pés. – fim de tarde no kalux. Com tostas, verdade. Mas deu para apreciar o ambiente..e a cerveja…

Rota vicentina, dia 2: etapa 1

A etapa de Porto Covo a Vila Nova de Milfontes tem 20 km e a João ajuizamendamente achou que era melhor faze-la de carro. Aproveitei e fiz a etapa em modo trail Run e devo ter corrigido não menos de 80%. Nada mau para um gordito 🙂
A etapa divide-se em duas partes muito distintas. Até à praia do malhão é areia. Com a maré baixa, como foi o caso, faz-se quase sempre à beira mar na companhia dos pilritos e, inesperadamente, de um guarda-rios (devia estar de férias). Como a areia deve estar cara, há zonas onde não encheram bem as praias e há grandes extensões de calhau rolado. Até é bonito, mas para correr é um pesadelo.
Após o malhão começam as falésias. Castigadas pelo mar, com muitos desabamentos o que lhe dá um ar ainda mais imponente. Por vezes o caminho passa a menos de um metro da falésia. É digno de ser ver.
Nesta etapa cruzei-me com alguns turistas de mochilão às costas que me devem ter rogado pragas quando passei por eles que nem uma libelinha esvoaçante. 😛
A chegada a Milfontes é um bocado dura. São 3km sem grande interesse e que custam um bocado depois de 17 km de muita areia.
Finalizámos a etapa com um belo petisco no 18 e piques, a única coisa que vimos aberta (no entanto já era um bocado tarde).

Rota vicentina, dia 1: etapa 0

A aventura não começou bem. O kalux só estava em modo tostas. Comidinha boa, népias. Aliás, ficar à porta sítios para comer foi uma constante. Foi kalux, foi adega de Sines, foi os mais recomendados em Santiago, quase todos em Porto Covo. Enfim, uma razia. Tirando isso, não se esteve mal. O tempo ajudou. Não choveu e não esteve frio nem calor. Perfeito para caminhar.
O plano para este primeiro dia era comer no kalux e fazer a etapa 0 que começa no Parque de estacionamento do kalux e vai até Porto covo. Ficámos-nos pelas tostas.
Já a caminhada passou-se bem. Não ser vê grande coisa de novo vídeo que a estrada que liga os dois pontos também está sempre perto e já a fizemos inúmeras vezes. Mas são só 10 kms, é um tirito e ajuda a entrar no espírito.
Chegámos a Porto covo quase a anoitecer. Toca a procurar um táxi para regressar. Curiosamente Porto Covo não tem propriamente grandes infraestruturas. Podia-se pensar que uma terrinha turística teria um táxi à mão, mas não. Foi preciso meia dúzia de telefonemas para conseguir um táxi… Em Sines. Coisa que não fica barata, mas entrei gastar vinte euros e voltar a pé, optámos pela primeira.

A caminho de cuenca: dias 12 e 13: provas, passeios e mergulhos.

Cá continuamos com a nossa vida atarefada. Competição de manhã e passeios e mergulhos à tarde. Na vertente competitiva ontem foi dia de prova longa (1h30 mais coisa menos coisa) num mapa espectacular com rochas e rochedos para todos os gostos. Hoje tivemos dois sprints de floresta, muito rápidos e a exigirem concentração total e azimutes bem certinhos.
Na vertente passeios, ontem fomos à nascente do Tejo, às nascente do Cuervo e fomos às cidade encantada, um parque de.. adivinharam, rochas…
Para hoje ficaram os mergulhos com os quais preenchemos as horas entre os sprints.

A caminho de cuenca: dia 11. Eis-no na etapa final da viagem

Conhecem a sensação de fazerem horas e horas de viagem, chegarem, terem uma impressão fraquita do destino e a primeira coisa que vos bem à cabeça é: foda-se, tantos quilómetros e horas para isto? Vão-se deitar, e no dia seguinte, pouco convencidos, vão ao que vos ligo-te ao local e passado algum tempo o que vos bem às cabeça é: foda-se, valeu cada quilómetro? Espero que conheçam. Se não conhecem arrisco dizer que é sinal que não arriscam loucuras.
Hoje, assim que me apareceram as primeiras rochas no meio da prova senti-me assim. Começar uma prova de orientação sem saber o que lá vem e de repente o cenário mostrar-se em todo o seu explendor enquanto tentamos não nos perder e apreciamos a paisagem ao mesmo tempo é um prazer que quem está de fora não consegue perceber. Não é todos os dias que chego ao fim de uma prova triste por ter sido tão curta. 😛
A tarde foi passada a visitar os arredores. A paisagem desta serra é surreal e repleta de variedade. Passámos a maior parte da tarde a visitar Albarracín, uma vila de uma beleza fora do normal. Ainda visitámos Teruel, a capital da província com o mesmo nome e famosa pela arte mudéjar.
(Wikipédia:Denomina-se arte mudéjar ao estilo artístico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Estilo_art%C3%ADstico> que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos <pt.m.wikipedia.org/wiki/Cristianismo> da Península Ibérica <pt.m.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica>, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero-muçulmano <pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_hispano-mu%C3%A7ulmana>.
Trata-se de um fenómeno exclusivamente ibérico que combina e reinterpreta estilos artísticos cristãos (românico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Rom%C3%A2nico>, gótico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Estilo_g%C3%B3tico> e renascentista <pt.m.wikipedia.org/wiki/Renascimento>) com a arte islâmica <pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_isl%C3%A2mica>.)

a caminho de Cuenca: dia 10. a caminho de Cuenca

Hoje abandonámos o Ruben; já não conseguiamos comer mais e fomos em direção a Cuenca para o campeonato de orientação, 5 dias de Cuenca.
Pelo caminho conseguimos confirmar que havia um parque de campismo com vagas mas quando lá chegámos pareceu-nós demasiado longe e fomos à procura de outra opção que não havia e voltámos para o campismo com o rabinho entra as pernas. Assim que entrámos no parque e vimos a cor do rio mesmo ao lado do campismo logo nos arrependemos de não termos ficado na primeira passagem e aproveitar para mandar uns mergulhos.
A paisagem é impressionante mas um bocado seca. Realmente quem me tira o verde das serras do norte tira-me…. o verde das serras do norte.
No entanto o tempo é meu amigo e neste momento chove. 🙂