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A caminho de cuenca: dias 12 e 13: provas, passeios e mergulhos.

Cá continuamos com a nossa vida atarefada. Competição de manhã e passeios e mergulhos à tarde. Na vertente competitiva ontem foi dia de prova longa (1h30 mais coisa menos coisa) num mapa espectacular com rochas e rochedos para todos os gostos. Hoje tivemos dois sprints de floresta, muito rápidos e a exigirem concentração total e azimutes bem certinhos.
Na vertente passeios, ontem fomos à nascente do Tejo, às nascente do Cuervo e fomos às cidade encantada, um parque de.. adivinharam, rochas…
Para hoje ficaram os mergulhos com os quais preenchemos as horas entre os sprints.

A caminho de cuenca: dia 11. Eis-no na etapa final da viagem

Conhecem a sensação de fazerem horas e horas de viagem, chegarem, terem uma impressão fraquita do destino e a primeira coisa que vos bem à cabeça é: foda-se, tantos quilómetros e horas para isto? Vão-se deitar, e no dia seguinte, pouco convencidos, vão ao que vos ligo-te ao local e passado algum tempo o que vos bem às cabeça é: foda-se, valeu cada quilómetro? Espero que conheçam. Se não conhecem arrisco dizer que é sinal que não arriscam loucuras.
Hoje, assim que me apareceram as primeiras rochas no meio da prova senti-me assim. Começar uma prova de orientação sem saber o que lá vem e de repente o cenário mostrar-se em todo o seu explendor enquanto tentamos não nos perder e apreciamos a paisagem ao mesmo tempo é um prazer que quem está de fora não consegue perceber. Não é todos os dias que chego ao fim de uma prova triste por ter sido tão curta. 😛
A tarde foi passada a visitar os arredores. A paisagem desta serra é surreal e repleta de variedade. Passámos a maior parte da tarde a visitar Albarracín, uma vila de uma beleza fora do normal. Ainda visitámos Teruel, a capital da província com o mesmo nome e famosa pela arte mudéjar.
(Wikipédia:Denomina-se arte mudéjar ao estilo artístico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Estilo_art%C3%ADstico> que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos <pt.m.wikipedia.org/wiki/Cristianismo> da Península Ibérica <pt.m.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica>, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero-muçulmano <pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_hispano-mu%C3%A7ulmana>.
Trata-se de um fenómeno exclusivamente ibérico que combina e reinterpreta estilos artísticos cristãos (românico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Rom%C3%A2nico>, gótico <pt.m.wikipedia.org/wiki/Estilo_g%C3%B3tico> e renascentista <pt.m.wikipedia.org/wiki/Renascimento>) com a arte islâmica <pt.m.wikipedia.org/wiki/Arte_isl%C3%A2mica>.)

a caminho de Cuenca: dia 10. a caminho de Cuenca

Hoje abandonámos o Ruben; já não conseguiamos comer mais e fomos em direção a Cuenca para o campeonato de orientação, 5 dias de Cuenca.
Pelo caminho conseguimos confirmar que havia um parque de campismo com vagas mas quando lá chegámos pareceu-nós demasiado longe e fomos à procura de outra opção que não havia e voltámos para o campismo com o rabinho entra as pernas. Assim que entrámos no parque e vimos a cor do rio mesmo ao lado do campismo logo nos arrependemos de não termos ficado na primeira passagem e aproveitar para mandar uns mergulhos.
A paisagem é impressionante mas um bocado seca. Realmente quem me tira o verde das serras do norte tira-me…. o verde das serras do norte.
No entanto o tempo é meu amigo e neste momento chove. 🙂

a caminho de cuenca: dia 6. de volta a Gijon

Depois de uma visita ao casco velho de Oviedo fomos até Gijon, a minha cidade favorita em Espanha. Gosto da praia com a sua água 22 graus (foi o que marcou o, relógio hoje) do campismo com o mar mesmo ao lado, da oferta cultural, da prova de 5km na praia que só fiquei a saber que existia hoje depois de esta ter acabado, do melhor festival de cinema que conheço, o “peor Impossible”, só de filmes maus (e que começa para a semana quando já não cá estamos snif snif). E além disso ainda com espaço no campismo sem reservar. Melhor, impossível.

A caminho de cuenca: dia 5. De somiedo a oviedo

Hoje foi dia de montanha. Subimos de carro até às Farrapona e fomos dar umas voltas pelas lagoas. A João viu as três mais perto e seu ainda fiz um esticão, em modo trail running, para ir ver a lagoa que fica no vale da Pola de somiedo onde pássamos a noite.
Tareia dada, rumámos a Oviedo para ir devolver ao Juan roupa que deixou em nossa casa em 2019. Por essa boa ação, o Juan e a Sara cozinharam-nos uns cachopos que devorámos até ao tutano de tão bons que estavam.

A caminho de cuenca: dia 4. Na terra dos ursos

Hoje foi dia de abandonar o campismo de lamas de mouro e rumar a cuenca, mas em versão: cuenca, espera sentada que vamos refrescar a norte primeiro.
Fomos até ao parque natural de somiedo, onde, se não caiu em erro, é o único local da península Ibérica onde há ursos selvagens. Não vimos nenhum, mas se uma centena de pessoas a olhar com binóculos e telescópios para a serra contar para alguma coisa, não vamos mal servidos.
Era quase noite quando chegámos, por isso fomos directos ao campismo junto à lagoa onde, com grande pena minha não ficámos na vez anterior que aqui andàmos. Nem na outra, nem nesta que estava cheio. Felizmente havia lugar no de Pola de somiedo onde após montarmos tenda fomos jantar uma sartene de morcilla Maracana com cebola caramelizada e escalopines al Cabrales.

A caminho de cuenca: dias 1,2 e 3. Os super-heróis

Este ano o objectivo é que aos 5 dias de orientação em cuenca. Tínhamos pensado ir por meio de Espanha e ver serras desconhecidas, mas a onda de calor trocou-nos as voltas e fez-nos fugir para norte. A única zona da península Ibérica abaixo dos trinta graus. Como devem imaginar foi um grande sacrifício rumar às Astúrias.
A primeira paragem foi no parque de campismo de lamas de mouro, mas está ano fizemos uma inovação: levámos uma dama de companhia para tomar conta de nós 🙂
Por especial favor a Andreia aceitou e veio connosco. Infelizmente não nos aguentou até ao fim do combinado e fugiu meio dia antes do previsto. Mesmo assim deu para muita coisa e portou-se à altura, tendo-me acompanhado a correr, numa etapa do GR 50, no canyoning e a mim e à João no arborismo. Foi sempre a bombar! Fomos um trio de verdadeiros super-heróis.
Mas tivemos outras novidades interessantes. Conhecemos o Gilberto, investigador de oculto e exoterismo, temas sobre os quais escreve para a Zéfiro e a encantadora Vanessa.
Também tivemos direito a uma alucinante conversa com um negacionista: o vírus não existe, não há mortos (já viste algum?), é uma conspiração para nós controlar. Enfim o pacote completo.

Austria, dias de 14 e 15: Viena

E as férias acabaram em Viena.

Viena não precisa de apresentações. É uma bela cidade, com muita cultura, muitos museus, muitos palácios e calma qb.

Quando lá estivemos havia uma festival de cinema ao ar livre com tasquinhas a acompanhar onde enchemos o bandulho com todos os pratos típicos que encontrámos.

Na noite que fomos ao festival o filme era um concerto do Gilberto Gil no Brasil. Foi uma bela maneira de acabar as férias.