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Jesus onde estás tu?

Texto originalmente publicado no díario de uns ateus em Maio de 2023.


Olhando para trás é curioso pensar que foi a busca por Jesus que, em parte, me moldou e fez de mim o que sou hoje. A minha memória não é grande coisa, por isso não posso garantir que tenha sido o encontro com Jesus que me tenha mudado radicalmente, ou mesmo se essa mudança existiu, mas do que me lembro foi. Também é sabido que as memórias não são de confiança e que vão sendo reescritas na nossa cabeça à medida que puxamos por elas; portanto qualquer pormenor que tenha estado ocultado de mim nos últimos anos e que me venha, como por magia, à memória tem uma grande probabilidade de ser falso. Por isso, correndo o risco de não se ter passado exactamente assim, vou contar a estória como me ocorre.

Comecemos pelo início. No início deus criou os céus e a terra, ao que consta. Mas este não é o início que queremos. Tentemos de novo:

Sou o mais novo de quatro filhos. Os dois ?ou terão sido os três? mais velhos foram submetidos à praxe da catequese e rituais afins mas quando chegou a minha vez, a minha mãe devia estar farta de os aturar a reclamar e já não teve  energia para me submeter a esses costumes tribais. Também pode ter sido por termos mudado de local de habitação o que nos deixou mais longe da igreja. Não sei. Só sei que nunca vi nem nunca me apercebi de uma coisa chamada catequese. Eu não ia, não me lembro de ter amigos que fossem, era algo completamente fora do meu conhecimento. Na nossa casa não se ia à missa nem se lia muito, por isso cresci como se cresce no campo longe de todas as influências religiosas, políticas ou intelectuais.

Era um verdadeiro Tom Sawyer e pouco mais que brincar na rua me interessava. À medida que fui crescendo e até aos 18 anos quando fui para a tropa pouco mudou. Aluno razoável, ingénuo com amigos ingénuos, sem gostos musicais, culturais ou o que quer que fosse. Ia à escola, vinha da escola, jogava à bola na rua e lia livros da Marvel e do Tio Patinhas. Tenho uma memória muito forte de um momento em que a minha tótózisse é quase palpável: Um colega ia fazer o interrail. Coisa rara! Foi a única vez que ouvi falar nisso antes da minha idade adulta e na altura pensei: wtf! Corrijo, wtf ainda não existia. Hhmmm? Vai viajar de comboio pela Europa? Para quê? Qual o interesse disso? Esta malta com dinheiro tem ideias muito parvas. Foi assim que me mantive até à minha busca por Jesus. Quer dizer, não sejamos mais papista que o papa e deixemos os dramatismos; não tenho memória da evolução de todas as características que fazem de mim o que sou hoje e que me colocam a milhas do que fui até ao início da idade adulta, mas tenho a forte convicção que foi a busca pelo “senhor” que me deu o espírito crítico que acabaria por me trazer até ao activimo nas comunidades céptica e ateia, características que são uma parte importante da minha persona.

Intervalo! Deixem que vos diga que tenho zero interesse em convívios de amigos de infância ou adolescência. Na altura eramos todos putos parvos com um interesse em comum: a parvoíce. Cada um de nós seguiu o seu caminho e evoluiu em direções opostas. O que raio temos em comum agora? Claro que com alguns ainda existem interesses comuns. Com esses mantenho ligação. Os outros não me interessam. Há uma grande probabilidade de terem ido em direções incompatíveis com a minha. Dispenso correr riscos para rever pessoas que não são quem foram e que conheci quando era quem não sou. Vivam os amigos novos compatíveis com o eu actual.  Fim de intervalo.

Voltemos ao cerne da questão. Algures nos vintes cruzei-me com o ‘senhor’. Era na altura apateista, ou seja, completamente ignorante de questões de religião. Não sabia, não queria saber… erro! Não querer saber precisa que exista algo para saber e que nos recusamos a saber, eu nem sabia que havia coisas para saber. Considero que o apateismo é, no que toca a crenças religiosas, a melhor solução para uma sociedade. Uma sociedade onde a questão de deus nem sequer é questão da mesma maneira que nas sociedades actuais não se coloca a questão se o sol vai nascer amanhã.

Bem, dizia eu, estava muito bem eu no meu apateismo quando um acumular de referências a Jesus me chamou a atenção. Claro que eu sabia o que eram os padres, a igreja Católica, jesus etc. etc, simplesmente não ligava nenhuma da mesma maneira que um gato ignora … vá.. tudo. Mas a determinada altura fiquei curioso: mas afinal o que há de tão especial nessa personagem para tanta gente falar dele como se ele fosse.. digamos… deus? Eu sabia que era o gajo na cruz e que tinha morrido crucificado, nascido de uma virgem e essas coisas básicas que até os católicos sabem, mas eu queria perceber um pouco mais. Porque essa loucura pelo moço?

Então o que decidi fazer? Ler um livro sobre o assunto, claro. O horror dos horrores! Ler um livro sobre Jesus Cristo? Um livro assim sem mais nem menos? Daqueles que se compram numa livraria? Sem o selo de aprovação da Igreja? A desgraça estava iminente!

Não me lembro onde o comprei nem que livro era, seria algo como “Jesus: quem realmente foi”. Também não me lembro do conteúdo, mas devia falar das inúmeras versões dos evangelhos, dos evangelhos ignorados e das más traduções e disso eu lembro-me! Ficou marcado a ferro e fogo na minha memória e fez emergir em mim uma bomba de incredulidade. Porra! Como é possível uma asneira destas? Anda tudo doido com este gajo e afinal um dos pontos mais vincados da estória dele é uma má tradução? Fiquei automaticamente ateu. Zás! Foste! Essa pequena descoberta fez de mim um super-ceptico. Raios! Se isto é mentira, o que mais será? Se anda toda a gente enganada com isto, com que mais andarão? Não sei se foi bem assim, mas é assim que me lembro. Realço que ser ateu nada ou pouco tem a ver com acreditar ou não na estória de Jesus Cristo, mas na altura, assim como muitos católicos hoje em dia, eu não sabia isso.

Desde essa altura já li a bíblia (coisa que curiosamente poucos católicos se interessam em fazer), li inúmeros livros e artigos científicos sobre o assunto, tirei cursos online, enfim uma perda de tempo gigantesca num assunto que não merece o tempo que lhe dediquei. Estou a brincar, claro que merece. Afinal é baseado nas estórias deste moço Jesus que a Igreja Católica e outras que tais continuam a tentar mandar nas nossas vidas.

E porra, é fascinante! Um dos maiores impérios que já existiu tanto em extensão geográfica como cronológica assenta numas historietas da carochinha que pouca ou nenhuma correspondência com a realidade têm. Não me digam que não é o golpe do século? que digo? Da história da humanidade!

E afinal qual foi a grande má tradução que me fez ver a luz? Foi uma coisa tão simples: no antigo testamento há uma passagem que fala em jovem e traduziram como… virgem.

Porra, afinal a mãe do gajo não era virgem, afinal era um gajo como outro qualquer, anda tudo parvo por coisa nenhuma! Pensei. Hoje em dia dou muito pouca importância a essa má tradução, os problemas com a bíblia são tantos que isso é apenas um pormenor.

Graças a esses “problemas” sou, hoje em dia, adepto da teoria do mito de jesus, ou seja que nunca existiu uma pessoa que correspondesse minimamente ao que é descrito nos evangelhos. Foi simplesmente a invenção de um herói por um povo oprimido como aconteceu tantas outra vezes na história, como por o exemplo o famoso rei Artur cujas lendas deram fama ao cálice da última ceia, o famoso Santo Graal.

 

Bem, isto tudo para chegar aqui, ao que queria efectivamente escrever e que, por artes mágicas, ficou um bocado maior. Podem ignorar tudo o que está para trás. Este texto devia começar assim:

Os evangelhos contam a estória de um tal Jesus de Nazaré, deus e filho de deus que foi crucificado e ressuscitou 3 dias depois. Tirando o que nos dizem os evangelhos o que sabemos exactamente sobre esses acontecimentos? Usar os evangelhos para confirmar a existência de Jesus é como usar os livros escritos por J.K.Rowling para confirmar a existência de Harry Potter. O que dizem os historiadores da altura? Porque é que uma personagem, tão importante segundo os evangelhos, é praticamente ignorada por todos os outros autores? Quem escreveu os evangelhos? Sabemos que os nomes a que estes foram atribuídos foram acrescentados posteriormente. Sabemos que há más traduções, sabemos que há partes acrescentadas posteriormente, sabemos que há muitos mais evangelhos que não foram consideramos verdadeiros porque continham relatos que não interessava a quem mandava na altura. Enfim sabemos muitas coisas que tornam toda a estória muito pouco credível.

Estes assuntos são alvo de muita informação na Internet, mas pouca coisa em Português de Portugal, lacuna que foi finalmente resolvida. O amigo Paulo no seu canal Quem Escreveu Torto por Linhas Direitas fez um vídeo de uma hora sobre o assunto. Vale a pena ver, mas fiquem avisados: o video levanta muitas perguntas, não só devido à quantidade de informação que apresenta, mas também porque, na minha opinião o Paulo dá como certas conclusões que não estão bem justificadas no video e que eu me sentia mais confortável que fossem apresentadas com menos certezas.

Vejam aqui: Terá existido Jesus da Nazaré

Assalto a Turku: dia 10, dia de regresso

Dia sem história. Carro para a aeroporto, avião para Amesterdão, avião para porto, carro para casa, zzzzzz

Minto! Há um pormenor importante! Hoje comemos num restaurante digno desse nome, com vista para rio, comida a sério! 
Maravilha! 
Resumindo, foi uma experiência excelente!
Em termos de camaradagem entre portugueses e com os espanhóis não podia ter sido melhor. 
As provas foram na generalidade bastante boas e com mapas interessantes. 
As corriditas e treino de pedestre souberam que nem gingas.
Os Finlândeses, contra todas as expectativas, revelaram-se receptivos a conversas, piadas e até à invasão da sua bolha pessoal materializada através de palmadinhas nas costas! Beijinhos e abraços ficaram de fora!
O que ficou a faltar? Os resultados, pois claro. Estive concentrado e sempre a dar o meu melhor, mas um campeonato europeu é outro nível. É só craques…
Claro que falo dos meus resultados. O João e o Luís portaram-se muito bem 🙂
E pronto, fim de capitulo. 

Assalto a Turku, dia 9

Dia de TempO, aquela disciplina onde passamos horas em quarentena para cinco minutos de prova. 
A zona das qualificatórias era bonita com muitas pedras o que problemas pouco subjectivos. Apesar disso e graças a uma sinalética de “base de esporão” com baliza bem no esporão e a menos de quatro metros da base criou o caos. 
Houve uma reclamação e a estação foi anulada e, graças a isso, o João deixou de estar apurado. O João protestou a anulação mas não lhe deram razão. No entanto, decidiram que ele e um inglês que tinham sido afastados da final pela anulação também iriam ser classificados para a final. Menos mal..
O Luís ficou uns lugares aquém da final e eu nem se fala…
Na final, o João manteve a coerência, já que tinha sido o último apurado … 😛

A noite acabou taaaaarde. Depois de uma jantarada preparada pelos amigos espanhóis estivemos a jogar “liberais e fascistas” até às duas da manhã. Curiosamente a polícia não apareceu para nos mandar fazer menos barulho 🙂

Assalto a Turku: Dias 7, 8

Com o Inicio do ETOC o tempo ficou apertado e não consegui escrever mais.

Estou a escrever este resumo 5 dias depois de termos voltado e como tal os pormenores já se me escaparam da memória, mas fica a intenção. 
No dia 7 foi o segundo dia da competição de PreO. Para mim, uma das provas menos interessante que fizemos na Finlândia.  Muita vegetação a complicar a visibilidade e pontos muito longe.  
Depois da prova, as habituais reclamações e esperas para saber os resultados, seguir para a TOM, depois para a entrega de prémios, jantar e dormir. Pufpuf
Dia 8: dia de estafeta, a prova que nos deixa mais nervosos. Ninguém quer estragar o resultado da equipa. 
Esta foi provavelmente a prova mais interessante. Muitos afloramentos e curvas de nível. Pontos próximos com boa visibilidade. “Só” era preciso ler bem o terreno, mas não deixava de haver pontos estúpidos como um com duas balizas numa reentrância a menos de dois metros uma da outra. 
A prova correu muito bem ao João, ficou com um tempo de cerca de dois minutos, O Luís espalhou-se num dia cronometrada e ficou com quatro minutos, já eu, só consegui fazer seis minutos. Os cronometrados até correram bem, mas falhei quatro no PreO. Dois nitidamente devido a culpa minha, os outros dois… enfim, daqueles que tanto dá para um lado como para outro conforme ao que nos agarramos.
A seguir à estafeta tivemos quase uma hora para passear! Aproveitámos para ir espreitar uma ou duas ilhas perto da prova. As ilhas são iguais ao que já conhecíamos, com muitas pedras e pouco desnível. 
É tudo tão plano que eu diria que se o nível do mar descer meia dúzia de metros, deixa de haver ilhas.

Assalto a Turko: Dia 6

Let the games begin!
Hoje foi o primeiro dia de competição do ETOC 2024. Entre quarentenas, análises de mapas e espera pelos resultados, o dia não deu para mais nada.
 A prova tinha 32 problemas para fazer em 2h03; curto para a dificuldade dos problemas. Alguns problemas tiveram de ser resolvidos em modo rápido para chegar ao fim a tempo.
Houve um ponto anulado, que tinha sido um dos que eu tinha falhado 🙂
Muitas falésias com pontos no alto e demasiados esporões com pontos pelo esporão abaixo.
Foi um par de horas bem passado com resultados para todos os gostos.
O João só falhou um ponto e ficou no grupo da frente, já que não houve ninguém que acertasse tudo.
O Luís falhou 3 e ficou no primeiro terço da classificação.
Eu falhei 7, 2 provavelmente podia ter acertado se tivesse visto alguns detalhes que analisando à posterior pareciam óbvios mas os outro 5 eram um bocado mais manhosos.
Independentemente do resultado, foi uma prova divertida. Venha a próxima!

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Assalto a Turku: dia 5

Hoje foi dia de model event. 15 pontos, uma estação cronometrada e duas de TempO. Terreno rochoso como é da praxe. Uma parte de terreno com afloramentos e outra com apartamentos afloramentos verticais, também conhecidos como escarpas. 
Terreno simpático e a maioria dos pontos interessantes. Correu-nos a todos de maneira semelhante, nada de brilhante mas também nada de escandaloso. 
Depois da prova demos um salto ao clube de natação de águas geladas que por sinal estava bem quentinho. O clube claro, a água estava fresquita mas tinha uma cor pouco convidativa. Tinha uma visibilidade que não chegava a meio metro, not my cup of tea.
Como as nossas partidas no model eram da parte da tarde ainda deu para fazer um treino de pedestre da parte da manhã usando uns mapas que o Arturo tinha trazido impressos. O Arturo é amigo!
Para que conste os terrenos sei são de sonho. Seja para precisão, seja para pedestre.

Assalto a Turku: Dia 4

Começou hoje o ETOC!

Foi o dia da cerimónia de abertura e do jantar oficial.
A cerimónia foi uma coisa simples com as equipas numa praça a ouvirem dois ou três discursos e a banda filarmónica do clube de orientação que organiza o evento.
Seguiu-se o “jantar” em modo buffet com saladas e …pizza :-/
O restaurante/bar tinha por baixo um salão de bowling onde o João e o Luís não querendo deixar em mãos alheias nenhum prémio fizeram respectivamente 162 e 161 pontos, os mais altos da noite tendo o João ganhado uma caixa de chocolate.
No início do dia fizemos mais uma prova de treino num terreno muito bom com desafios interessantes. Tinha 27 pontos, o Luís falhou 1, o João 2 e eu uns simpáticos 5 😛
De seguida ainda deu tempo para ir fazer uma corrida. Escolhemos no mapa uma zona com bom aspecto, fomos até lá e fomos surpreendidos com um pequeno bosque no meio de casas cheio de belos e maravilhosos afloramentos óptimos para correr. O bosquezito albergava um percurso de disc golf. Não estou a ver muito bem como se manda e encontra um disco no meio de tantas árvores, mas só isso em si deve ser um fartote!

Assalto a Turku: Dia 3

Segundo e último dia da prova de ETOC Warm Up.

O dia começou com uma visita ao terreno do Sprint PreO que não fizemos. Passámos um par de horas a analisar o mapa e o terreno. Era um terreno com muitos detalhes rochosos (claro) e com pouca vegetação e a prova fazia toda a partir de uma ciclovia plana. 
Definitivamente um terreno muito mais interessante do que a prova do dia anterior. Foi um exercício agradável que valeu bem a pena.
De tarde fizemos a segunda prova deste warm up. E esta sim, era uma prova digna de registo.
Terreno maioritariamente com boa visibilidade e sem pontos de localização impossível. Hoje já se viu quem é craque e houve  8 atletas com todos os resultados certos.
O Luís só falhou um ponto e mesmo assim só lhe deu um 22º lugar. Já o Valente falhou 2 e ficou em 49º. Já eu, É melhor não falhar nisso 😀
Pela primeira vez numa prova comecei a ficar sem tempo e tive de fazer bastantes pontos sem pensar muito para acabar dentro tempo. Juntando um par de erros parvos, fiz 6 erros, o que me deu o 119ª lugar em 158 atletas.
O dia foi acabado em “amena” cavaqueira a analisar o percurso, estratégias e asneiras da competição. 
AH! Já me esquecia do momento “divertido” do dia anterior:
Quando chegámos ao apartamento à noite no domingo, o apartamento estava vazio! Tinha desaparecido tudo mas curiosamente estava tudo perfeitamente limpinho e arrumado!
Porra!!! Fomos assaltados! Mas arrumaram depois de roubar? WTF?!!
Verificámos melhor. Estávamos no andar errado e o apartamento na mesma posição tinha a porta aberta, apesar de não nos termos apercebido e termos usado a chave… LOL

Assalto a Turku: dia 2

Hoje foi dia da primeira competição. Primeira de duas provas de pre-o no evento “etoc warmup” uma prova que antecede o prato principal, o ETOC – campeonato europeu de orientação de precisão.

Prova com 30 problemas e pouco mais de duas horas de duração.
Turku é uma cidade construída em cima e à volta de pedras, elemento que sabíamos não faltar nos mapas. Mas junto com as pedras tivemos direito a quantidades generosas de vegetação que ocultavam as estrelas da companhia. Juntando a isso um estilo de problemas já não muito usado e de resolução duvidosa deixou-me apreensivo. Isto está mesmo mau ou sou eu que não percebo nada disto?
Quando acabei o Luís também estava com cara que não tinha sido atropelado por um comboio de dúvidas existências. Finalmente chegou o João e também não vinha muito feliz.
E em conversas e pelos posts de outros atletas ninguém estava contente. Acho que para hoje todos vão levar moedas para atirar ao ar para escolher algumas das respostas.
No final até nem correu mal. O João conseguiu um excelente quarto lugar, eu fiquei em 50 e o Luís em 60, isso em 150 atletas mais coisa menos coisa.
Depois da prova ainda deu para fazer uma corridinha em floresta e acabámos o dia no apartamento dos espanhóis a testar a insonorização da construção finlandesa.
O meu projecto “como transformar os finlandeses em pessoas comunicativas” vai de vento em popa e eu diria que todos os que já indoutrinei (para aí 10% da população de Turku, ou mais!) estão prontos para cumprimentar pessoas com quem se cruzem!

 

 

Assalto a Turku: dia 1

Directas não é bem o meu departamento.
Por isso, sair de casa à meia noite para ir para o aeroporto apanhar o avião com chegada ao destino aí meio dia com sonecas em aeroportos e aviões pelo caminho foi um suplício mas fez-se.
Chegada ao destino, carro alugado sem stress… Sem stress se não contarmos a parte de tentar colocar o carro eléctrico híbrido a andar. 15 minutos para perceber o que fazer com aquilo.
O tempo está óptimo, solinho maravilhoso e calor qb.
Já nos instalámos no apartamento e já nos abastecemos. É jantar e ir dormir.
Entretanto já comecei o plano maquiavélico de obrigar os finlandeses a ficar bom dia quando passam por alguém e a interagir com estranhos que precisam de ajuda. Mooohhhaaahaaaha.