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Açores, dias 15 a 18, de volta à Terceira

As férias estão-se a acabar e temos de voltar à Terceira.
Quando chegámos não vimos grande coisa e agora queremos aproveitar o tempo que falta para … saltar em poças 😀
O prato forte foi a Silveira onde o Tiago nos tinha iniciado. Desta vez estivemos com os “donos” do local, os reformados que todos os dias às 11 da manhã se juntam ali para conversar e mandar uns mergulhos. Já preenchemos a ficha de sócios e daqui a uns anos lá estaremos.
Angra é uma terrinha simpática que vale a pena ver (ao contrário da Horta :P).
Tem uma rua turistica com belos, e estupidamente caros, restaurantes, alguns bares e a imperdivel lar doce livro, livraria.
Andámos por ali a apreciar e a mandar um mergulhos em modo despedida. No último dia antes de apanhar o avião, ainda fomos mandar um mergulho à praia da vitória, o local onde esta aventura começou.
Foram umas belas férias e ficámos com a sensação que viver nos Açores é uma coisa simpática. Voltaremos de certeza, o mais breve possível!
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Açores: Dia 14, último dia do Pico

Hoje foi dia de faxina 😛
Depois de irmos mandar um mergulho matinal à poça branca, passámos o resto da manhã a deixar o nosso belo abrigo como novo para os donos não nos darem tautau.
De seguida, se bem me lembro, fomos almoçar ao restaurante junto à poça branca e passámos o resto do dia a fazer sabe-se lá o quê. provavelmente a entrar e sair da água.
Entretanto o tempo começou a mudar e as ondas a ficarem afoitas. Julgo que foi neste dia que uma onda me quis dar uma lição e deu banho ao telemóvel. 

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Açores: Dia 12, Faial

Hoje foi dia de Faial. Marcámos uma noite e alugamos carro para ter tempo suficiente para ver a ilha.
Barco na Madalena, desembarque na Horta, apanhar carro logo ali no Porto e siga para visitar!

Fomos diretos

 aos capelinhos. Esse ponto era obrigatório por isso queríamos ter a certeza que o víamos com todo o tempo possível.
Não desapontou, a paisagem é espectacular e o museu não lhe fica atrás. Passámos por ali a maior parte da tarde.
No regresso apanhámos um belo spot para um mergulho. Encontrámos lá um moço do Porto que tinha ido morar para ali e estava no mergulho do pós-trabalho, que se seguia ao mergulho da hora de almoço.
Rumámos ao nosso belo hotel junto ao Peter e fomos comer um bitoque a um tasco (não se pode ir sempre ao Peter que não há orçamento) e fomos dormir para aproveitarmos bem a manhã porque tínhamos barcos perto do meio dia.
PS: Quando acaba Setembro acabam a maioria dos barcos e as ligações são poucas entre as ilhas.

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Açores: Dia 11, passear passear

Hoje foi dia para explorar o resto da ilha sem grande programa:
Mergulhos na poça branca e outras poças encontradas pela ilha e fazer algum tempo até voltarmos a Terras para ver a procissão onde nos tinham dito que seria parecido com Tomar com pães na cabeça.
No início ficámos desapontados, não havia pão para ninguém. A procissão saiu da igreja e foi para o centro da aldeia e quando voltou já traziam cestas de pão na cabeça, assim está bem!
No fim da procissão foi tudo para o “auditório” ao ar livre onde a filarmonica surpreendeu com a qualidade e reportório. Enquanto tocavam, foram colocadas na plateia dezenas de cestas cheias de “pão” para distribuir pelo pessoal. 
Nós acabámos por vir embora antes da distribuição que aquilo parecia demorar e a poça branca estava à nossa espera.

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Açores: Dia 10, Lagoas e Touradas

NOTA: Antes de escrever este texto um dos inúmeros mergulhos na poça branca ia correndo mal. Um conjunto de ondas galgou as rochas que rodeiam a poça e, apesar de nao ter corrido mal para nós, deu banho ao meu telemovel que ficou morto o resto das férias. Logo, este texto já foi escrito em casa com a memória já desvanecida.

Hoje foi dia de lagoas no alto da ilha. A “cordilheira” no centro da ilha tem inúmeras  lagoas não especialmente interessantes, mas a paisagem no geral é muito gira e vale bem a pena passar lá por cima e ver as vistas .. e as vacas.
Entrámos por Oeste, e seguimos para Este sempre pelo cume com paisagens cada vez mais espetaculares, estradas cada vez piores e cada vez menos gasolina no tanque. A ideia era descer pelo lado Este mas a estrada estava a piorar bastante e a descer a pico. Se acabasse a estrada e tivéssemos de voltar atrás não sei se haveria gasóleo. 
Felizmente a estrada não acabou e fomos dar mesmo a Terras, a aldeia onde íamos ver uma tourada à corda.
Carro estacionado, entrámos pela sede adentro a ver o que se passava e fomos convidados para comer. Pareceu-me que aquilo era só para o pessoal da casa, mas como entrámos passámos a ser da casa. Comemos e bebemos sem nada pagar e saímos para encontrar um muro alto para ver os touros.
Arranjamos um belo spot num muro com 3 metros de altura mesmo em frente aos mini-currais-transportáveis/jaulas onde estavam os touros.
Lá estivemos um par de horas a ver touro atrás de touro a ser libertado e obrigado a andar ali a ser maltratado pelo público. Maltratado sim; pontapés, chapeladas, cerveja para cima, enfim valia tudo. Mas isto só da parte do público, quem estava nas ruas a rabear o touro tinha mais respeito e limitava-se a “brincar” com eles.
Mas há que reconhecer que aquilo é um massacre para os touros, estão uma ou duas horas na jaula, saem e tentam fugir dali. basicamente só querem correr dali para fora. Correm para um lado da rua, puxam-nos de volta, correm para o outro, puxam-nos de volta… no fim, estão de rastos, completamente ofegantes, quase sem se aguentar em pé e são colocados de volta na jaula onde têm de aguentar mais umas horas.
Não é bonito de se ver…
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Açores: dia 9, Pico

Hoje foi um dia muito triste: tiraram a escada de acesso à poça branca. Não se faz! Agora ao invés de descer calmamente para a água temos de descer com algum cuidado pelas pedras escorregadias. Uma chatice! 

Depois do mergulho da praxe subimos para ir ver as lagoas mas quando chegámos lá acima decidimos ir ver o acesso ao Pico para antever o que seria necessário. 
Lá chegados e depois de vermos a condições decidimos que, aos de ser um bocado tarde mas não demasiado (11:30), íamos logo avançar. A João ia fazer a caminhada curta até à furna e eu até ao piquinho. Siga para bingo, mas oh senhores, quem achou que subir aquela coisa era um passatempo divertido?
Lá fui pé ante pé com a 3 horas indicadas pelo pessoal como meta.
Sobe, sobe e sobe e quando estou com duas horas passo por uns “prós” que vinham a descer e que me disseram que era muito tarde e que ainda ia demorar duas horas e meia a chegar lá acima. Mau…..
Enfim, continuei e passado um bocado um cromo zen diz-me algo parecido. MAU ….
 Mas continuo, o meu objetivo era às 15 começar a descer onde quer que estivesse. Disseram que eram quatro horas a descer e com o estado dos meus joelhos achei que devia contar com cinco. 
Perto das duas horas e meia da subida passo por um grupo que vem a descer e cujo líder, um negro muito bem disposto, me diz que devem falar uns 45 minutos. Ufa!!!!
Cheguei ao Pico com 2:59 🙂 completamente esgotado. É uma subida insana (1000 metros de desnível em 4km).
Agora só faltava o piquinho. Olhei para ele e LOL aquela porra é tudo menos um piquinho! Já seria um desafio interessante subi-lo fresco quanto mais depois de 1000D+.
Como sou um gajo com juízo achei que, ainda com a descida pela frente, o melhor era não arriscar. Já paus não falar com o estado de cansado em que eu estava só a subida e descida ao piquinho seriam um grande risco. Aquilo tem partes que são verdadeira escalada….
Enfim, uma voltita na cratera e toca a descer. E que descida! Aquilo é infernal de descer! Devagar devagarinho que a malta não quer cair e ainda mais importante que os joelhos aguentem até ao fim! 
Devagar, muito devagar lá fui descendo sempre com os joelhos bem dispostos. A meio caminho passei por um grupo onde um dos desgraçados tinha as solas das botas soltas e estava a todo o custo ata-las às botas. Ia ser uma descida muito muito longa ..
Ainda passei por um casal que estava a começar a subida por volta das 16:00… Já ouvi ideias melhores! 
Finalmente cheguei cá abaixo. Foram 8k. Que me deixaram como se tivesse feito os 30 da Freita! Uma tareia monumental. 
No fim pedi o nome de todos do centro de acolhimento para fazer queixa deles à polícia por maus tratos. 
Tareia completa, siga para poça branca!

Açores: Dia 8, dia de visitar o Peter

Passar os dias de poça em poça é muito cansativo por isso hoje decidimos fazer uma pausa e ir visitar o Peter à Horta.

Tirámos meio dia para fazer uma visita à Horta. O barco demora meia hora e só custa 8 euros. Quer dizer, vi algures que era dois euros cada viagem por isso seria oito no total, mas afinal foi oito cada viagem.
Se soubesse tinhamos evitado esta visita só para ver a Horta e tínhamos guardado para a visita programa para ver o Faial todo. Enfim….
Não fiquei impressionado com a Horta. Tem uma baia bonita sim senhora mas de resto pfffff. Nada de interessante.
Demos umas voltas pelas duas fomos ao museu e almoçámos umas lapas no Peter que fica sempre bem.
Visita feita, voltámos ao Pico para os ver o belo museu do vinho e a casa dos vulcões que fica na muy gira aldeia do Lajido.
Escusado será dizer que o dia começou e acabou na poça branca 🙂

 

 

 

Açores: dia 7, primeiro dia sem despertador

Finalmente um dia sem compromissos. Levantámos cedo na mesma, mas sem precisar de olhar para o relógio. 
Acordámos na “nossa” bela cabana à beira mar plantada e pegámos no carro para dar uma volta à ilha a ver o que o pé cá se passa. 
A primeira paragem foi na bela “poça branca” para um mergulho, o primeiro de muitos neste dia. 
Seguimos pela costa até à ponta da ilha. A ilha do pico é brutal: água transparente e quente, vegetação verde forte a constratar com o preto da rocha vulcânica. 
É outubro por isso não há quase turistas e o tempo está de verão. 
Passámos o dia a saltar de poça em poça. Uma dureza.. mas nós somos fortes.

Açores: dia 6, a transição


Hoje foi dia de acordar quase nas calmas. Não há trabalho mas já voo por isso ainda não estávamos completamente à vontade. 

Despedimo-nos do pessoal que ainda por lá andava e apanhámos o avião para o Pico. O nosso primeiro avião a hélices 🙂
Voo sem estória e rápido com brigas vistas sobre  São Jorge.
Os aeroportos são pequenos por isso é tudo rápido e fácil. Levantámos o carro e fomos em direção ao nosso alojamento que ainda desconhecíamos por completo. 
E que surpresa foi. É lindíssimo, numa zona calimissima e em cima do mar. Acho que vamos fazer uma cena de okupa 🙂
Depois de nós instalarmos fomos comer qualquer coisita e mandar uns belos mergulhos. A água é caríssima e quentinha. 
Não se está nada mal!