All posts by Cláudio Tereso

Açores: dia 9, Pico

Hoje foi um dia muito triste: tiraram a escada de acesso à poça branca. Não se faz! Agora ao invés de descer calmamente para a água temos de descer com algum cuidado pelas pedras escorregadias. Uma chatice! 

Depois do mergulho da praxe subimos para ir ver as lagoas mas quando chegámos lá acima decidimos ir ver o acesso ao Pico para antever o que seria necessário. 
Lá chegados e depois de vermos a condições decidimos que, aos de ser um bocado tarde mas não demasiado (11:30), íamos logo avançar. A João ia fazer a caminhada curta até à furna e eu até ao piquinho. Siga para bingo, mas oh senhores, quem achou que subir aquela coisa era um passatempo divertido?
Lá fui pé ante pé com a 3 horas indicadas pelo pessoal como meta.
Sobe, sobe e sobe e quando estou com duas horas passo por uns “prós” que vinham a descer e que me disseram que era muito tarde e que ainda ia demorar duas horas e meia a chegar lá acima. Mau…..
Enfim, continuei e passado um bocado um cromo zen diz-me algo parecido. MAU ….
 Mas continuo, o meu objetivo era às 15 começar a descer onde quer que estivesse. Disseram que eram quatro horas a descer e com o estado dos meus joelhos achei que devia contar com cinco. 
Perto das duas horas e meia da subida passo por um grupo que vem a descer e cujo líder, um negro muito bem disposto, me diz que devem falar uns 45 minutos. Ufa!!!!
Cheguei ao Pico com 2:59 🙂 completamente esgotado. É uma subida insana (1000 metros de desnível em 4km).
Agora só faltava o piquinho. Olhei para ele e LOL aquela porra é tudo menos um piquinho! Já seria um desafio interessante subi-lo fresco quanto mais depois de 1000D+.
Como sou um gajo com juízo achei que, ainda com a descida pela frente, o melhor era não arriscar. Já paus não falar com o estado de cansado em que eu estava só a subida e descida ao piquinho seriam um grande risco. Aquilo tem partes que são verdadeira escalada….
Enfim, uma voltita na cratera e toca a descer. E que descida! Aquilo é infernal de descer! Devagar devagarinho que a malta não quer cair e ainda mais importante que os joelhos aguentem até ao fim! 
Devagar, muito devagar lá fui descendo sempre com os joelhos bem dispostos. A meio caminho passei por um grupo onde um dos desgraçados tinha as solas das botas soltas e estava a todo o custo ata-las às botas. Ia ser uma descida muito muito longa ..
Ainda passei por um casal que estava a começar a subida por volta das 16:00… Já ouvi ideias melhores! 
Finalmente cheguei cá abaixo. Foram 8k. Que me deixaram como se tivesse feito os 30 da Freita! Uma tareia monumental. 
No fim pedi o nome de todos do centro de acolhimento para fazer queixa deles à polícia por maus tratos. 
Tareia completa, siga para poça branca!

Açores: Dia 8, dia de visitar o Peter

Passar os dias de poça em poça é muito cansativo por isso hoje decidimos fazer uma pausa e ir visitar o Peter à Horta.

Tirámos meio dia para fazer uma visita à Horta. O barco demora meia hora e só custa 8 euros. Quer dizer, vi algures que era dois euros cada viagem por isso seria oito no total, mas afinal foi oito cada viagem.
Se soubesse tinhamos evitado esta visita só para ver a Horta e tínhamos guardado para a visita programa para ver o Faial todo. Enfim….
Não fiquei impressionado com a Horta. Tem uma baia bonita sim senhora mas de resto pfffff. Nada de interessante.
Demos umas voltas pelas duas fomos ao museu e almoçámos umas lapas no Peter que fica sempre bem.
Visita feita, voltámos ao Pico para os ver o belo museu do vinho e a casa dos vulcões que fica na muy gira aldeia do Lajido.
Escusado será dizer que o dia começou e acabou na poça branca 🙂

 

 

 

Açores: dia 7, primeiro dia sem despertador

Finalmente um dia sem compromissos. Levantámos cedo na mesma, mas sem precisar de olhar para o relógio. 
Acordámos na “nossa” bela cabana à beira mar plantada e pegámos no carro para dar uma volta à ilha a ver o que o pé cá se passa. 
A primeira paragem foi na bela “poça branca” para um mergulho, o primeiro de muitos neste dia. 
Seguimos pela costa até à ponta da ilha. A ilha do pico é brutal: água transparente e quente, vegetação verde forte a constratar com o preto da rocha vulcânica. 
É outubro por isso não há quase turistas e o tempo está de verão. 
Passámos o dia a saltar de poça em poça. Uma dureza.. mas nós somos fortes.

Açores: dia 6, a transição


Hoje foi dia de acordar quase nas calmas. Não há trabalho mas já voo por isso ainda não estávamos completamente à vontade. 

Despedimo-nos do pessoal que ainda por lá andava e apanhámos o avião para o Pico. O nosso primeiro avião a hélices 🙂
Voo sem estória e rápido com brigas vistas sobre  São Jorge.
Os aeroportos são pequenos por isso é tudo rápido e fácil. Levantámos o carro e fomos em direção ao nosso alojamento que ainda desconhecíamos por completo. 
E que surpresa foi. É lindíssimo, numa zona calimissima e em cima do mar. Acho que vamos fazer uma cena de okupa 🙂
Depois de nós instalarmos fomos comer qualquer coisita e mandar uns belos mergulhos. A água é caríssima e quentinha. 
Não se está nada mal!

Açores: dias 1 a 5, o lufa lufa

Estas férias começaram de maneira original: na organização de uma prova de orientação que foi realizada pelo caos na ilha Terceira dos Açores.
Apesar de o nosso trabalho não ser pesado os dias começavam às sete e acabavam às onze. ‘tadinhos de nós….
Mas valeu bem a pena! Correu tudo bem e sem stresses de maior. O ambiente entre o pessoal foi 5 estrelas e pelo que pude apurar os atletas gostaram bastante dos mapas.
Ainda houve tempo para muitos mergulhos. O Tiago é mais viciado que eu em água salgada e sempre que havia 5 minutos lá estava ele a desviar-nos para o mar 🙂
Também demos uma voltinha à ilha e fomos ao local mais famoso, os biscoitos (nome dado à lava que arrefece em pequenas pedras; quando arrefece em pano enrugado chama-se lajes ou lajedo).
Foi uma excelente experiência daquelas em que quando acabamos dizemos que nunca mais nos metemos noutra mas passado uns meses já nos que esquecemos da dureza e deixamo-nos levar de novo na conversa.
Não posso deixar de destacar o nosso cozinheiro de serviço que fez belas jantaradas. Sabe-se lá onde é que ele foi buscar energia para às tantas da noite ainda cozinhar para aquele pessoal todo.
Obrigado Arsénio!

Roménia: rezumat final

E chegou ao fim a aventura romena! Ia com alguma ansiedade em relação ao que iria encontrar. Quão seguro seria este país, que tão má imagem tem em Portugal? Qual a qualidade dos alojamentos, das estradas, dos restaurantes. Afinal, é a Roménia. Esse país de Leste! E toda a gente sabe que os países de leste são … esquisitos.

Bem, o preconceituoso em mim apanhou uma grande tareia. Senti-me na Roménia como em casa. Os romenos são fisicamente parecidos connosco, um bocadinho mais de olhos claros que cá, provavelmente pelas influências alemãs. O nível de vida pareceu-me em tudo idêntico ao nosso. Roupas semelhantes, parque automóvel semelhante, supermercados semelhantes, bares e restaurantes maravilhosos (mais que cá!) e nenhum problema com pagamentos com cartão, o meu azul CGD funcionou em quase todo o lado. Conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que tivemos de pagar em dinheiro (Leis, não há Euros para ninguém).

Andámos, e isto é importante, maioritariamente na Transilvânia onde, segundo nos disse um dos moços do museu steam-punk, o pessoal é mais descontraído, parecidos com os Portugueses, diz ele. E é verdade, o ambiente era calmo e pasme-se, os Romenos devem ser os campeões de respeito ao sinal vermelho nas passadeiras. Nem um carro no horizonte e eles ali paradinhos à espera do verde!
O ambiente nocturno é maravilhoso. Muitos bares/restaurantes giros, muito movimento de pessoas e tudo calmo, sem confusões, sem pressas…

Também é de destacar a disponibilidade para ajudar. Sempre que nos víamos atrapalhados, normalmente sobre como pagar nos transportes públicos, eramos imediatamente esclarecidos, em Inglês perfeito, por quem estava por perto. Faz-vos lembrar algum país? Também é interessante ouvir e ler Romeno, uma espécie de Italiano com sotaque Português e com muitas palavas espanholadas.
Nunca nos sentimentos minimamente inseguros (mas nunca estivemos na rua depois das 23:00). Um dos alojamentos onde estivemos ficava num bairro pobre/social o que me deixou algo apreensivo, mas houve zero problemas, nem sequer uma pessoa de quem tivéssemos algum receio. Zero chatices com tentativas de burlas ou de vendedores irritantes e insistentes. Algumas pessoas a pedir, mas nada fora do normal.
Claro que como bons latinos que são, como condutores deixam muito a desejar, ou então há muito pessoal com pressa para ir para as maternidades dar à luz! As estradas são quase sempre impecáveis e há obras em muitos locais, o que é sinal de modernização.
Também nos pareceu que saindo da Transilvânia há mais pobreza. Fomos até à fronteira com a Moldova e o estado de conservação e idade dos prédios nessa zona era francamente inferior.

A Roménia é famosa pelas suas florestas, vida animal (raios, onde mais nos podemos cruzar com um urso na estrada?) e zonas onde parece que o tempo parou; onde se vê muita construção em madeira e carroças puxadas por cavalos. Em Maramures, bem no Norte, parece que recuámos no tempo, mas não deixa de se pagar com cartão nas lojinhas. Mantêm-se, muita coisa como antigamente, mas parece-me, mais por gosto do que por pobreza.

Não se pode falar de Roménia sem falar de ciganos, afinal “toda gente sabe que é de lá que eles vêm” (apesar de serem originalmente   do noroeste da Índia, especialmente das regiões atuais do Rajastão e Punjab.) e não deixa de ser uma maltita que causa sempre algum nervosismo a quem com eles tem de lidar. Mas quanto a isso nada podemos dizer, vimos no máximo meia dúzia, se não contarmos os que vimos em Iasi onde havia uma peregrinação religiosa e havia muito pessoal das aldeias, ciganos e não ciganos.  Imagino que haja mais para o sul, onde há mais calor, mas pelas montanhas estavam praticamente ausentes.

Gostei tanto que era uma zona onde voltava sem dificuldade. Não só porque ficaram algumas coisas por ver como gostei tanto de alguns sítios, especialmente Cluj, que não me importava de repetir e até acrescentaria Cluj à lista de cidades onde não me importava de viver… se tivesse mar.

A Roménia aconselha-se? Não sei, porque não a vimos toda, mas a Transilvânia e arredores, oh pa, sim! Podem lá ir à confiança!

FOTOS AQUI

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Roménia, dias 13, 14: cluj napoca

Cluj revelou-se uma surpresa. Das cidades que já visitamos um pouco por toda a Europa e não só, cluj é capaz de ser a que mais cafés/bares/restaurantes interessantes tem por metro quadrado. São às dezenas, desde os rústicos, aos metaleiros, aos steam-punk, aos minimalistas, aos chiques. Assim como vimos em Budapeste, existem pátios de antigos prédios de habitação transformados em aglomerados de bares.
O ambiente é calmo apesar de movimentado. Muitos são laptot-friendly e vê-se muito pessoal a estudar.
Também tem um belo, e único na europa, museu dedicado ao steam-punk.
Caro aluno a caminho de Erasmus, se te aparecer Cluj como hipótese, dá-lhe uma hipótese. Isto tem potencial.

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Roménia, dia 12: salinas de Turda

Como hoje está sol decidimos ir visitar grutas 😛
Não é bem a nossa praia, mas como as salinas de Turda estavam altamente recomendadas decidimos ir ver o que se passava.
Bem, nunca vimos nenhuma gruta parecida e dúvido que alguma vez venhamos a ver.
Além de salas e salinhas, material usado para mineração do sal, portas e outras cenas interessantes, a mina vale pela sala principal que deve ter uns cem metros de comprimido por outros tantos de altura. Lá dentro cabe um pequeno lago onde se anda de barco, um campo de mini golf, mesas de ping pong, um anfiteatro e até uma pequena roda gigante.
Além disso está muito bem decorado com mobiliário urbano de madeira que lhe dá ainda um ar mais misterioso. É um must.
O dia ainda deu para irmos ver uma garganta perto. Fica alojada entre dois penedos de calcário muito escaláveis. Pelo meio corre um pequeno ribeiro ao longo do qual se faz uma bela caminhada. Nada de extraordinário mas agradável qb.
No fim do dia chegámos a Cluj Napoca, terrinha final deste périplo pela Roménia.

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Roménia, dias 10 e 11: não se consegue por um lado vai-se por outro

Hoje tentámos a nossa sorte para chegar à Balea Lac mas voltou a não dar. A estrada continuava fechada em Balea cascada, havia mais nevoeiro e menos ursos.
 Fomos espreitar o teleférico que ia de Balea cascada até Balea Lac mas o moço disse que lá em cima também havia nevoeiro e estava a nevar. Nada feito.
Já que não podíamos subir decidimos ir dar a volta e ver a estrada a partir do lado sul. É que as baleias ficam na famosa estrada Transfagarasan que atrevessa os Cárpatos e foi considerada pelos cromos do top gear como a mais bela do mundo, mais coisa menos coisa.
Atravessamos os carpatos por uma estrada principal que não sobe muito e como tal não está cortada e metemo-nos por uns atalhos para não ter de descer a montanha toda e começar a estrada no início. Mas quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos.. Quase, por que a malta tem juízo e se por alguma razão parva estivéssemos com vontade de subir a rampa enlameada em que a nossa estrada se transformava, ver 3 carros carros a descer todos de lado era o suficiente para mudar de ideias. Isso é o condutor do primeiro carro ter parado ao nosso lado: sir, if you are smart, you don't go on this road. It's terrible. Have a nice day.
Lá tivemos de descer até curtea de arges para subir a estrada até ao corte do lado sul quase lá no topo e voltar a descer até curtea onde passámos a noite. Isto tudo só para curtir a estrada que, por acaso, é gira completamente rodeada de faias em cores de outono. A viagem ainda valeu mais um urso que sentado ao lado da estrada cheirava o ar. Devia estar a ver se éramos comestíveis…
Mas não desistimos, no dia seguinte tentámos outra travessia, desta vez pela transalpina. Com uma obras e muita lama lá se passou, mas não é a mesma coisa, a transberreubeubeu é que é!
Carpatos passados fomos ver mais um castelo para a coleção, o castelo de corvin, que segundo o nosso guia era bué mais espectacular que o de Bran. Tretas! O de Bran é muito mais giro.
E para acabar o dia e passar a noite fomos para Alba Iulia, provavelmente a surpresa das férias. Não tínhamos grande expectativa e fomos lá mais porque ficava bem posicionado no trajeto, mas tem um forte em tudo semelhante ao de Almeida mas com muito mais impacto. O fosso é mais largo e está todo arranjado e contém duas enormes igrejas, uma católica e outra ortodoxa e mais uma série de edifícios majestosos. Além disso tem numa sala subterrânea, o Pub 13, onde comemos a melhor refeição das férias.

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Roménia, dia 9: museu Astra

Hoje foi dia de andar pelos arredores de Sibiu. Subimos umas montanhas, vimos umas aldeias. Umas interessantes outras nem por isso.  Um dia calmo sem grande história. Quer dizer, se descontarmos os 100 hectares do museu ao ar livre de Astra e os seus mais de 400 edifícios/casas/coisos afins. Não é fácil classificar o museu. Se tivesse de usar apenas uma palavra seria: chiçaporraqueaquiloégrandefizemosseisquilometrosenaovimostudomasmereceutodososmetros.
Estamos a falar de um museu etnográfico que tem edifícios antigos recolhidos por toda a Roménia. Desde igrejas a habitações passando por moinhos e até moinhos flutuantes, há de tudo. Muitos têm mobília interior. Se vierem para estes lados é obrigatório!
O dia acabou por um passeio calmo pelas praças de Silbiu; a grande, a pequena e a outra.

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