Guarda, 11h00 A festa ontem duro até de madrugada. A João ainda dorme e eu também não estou muito puro. Temos de nos despachar se ainda queremos chegar a horas de ver começar o festival em Burgos.
Local : Guarda
Guarda, 11h00 A festa ontem duro até de madrugada. A João ainda dorme e eu também não estou muito puro. Temos de nos despachar se ainda queremos chegar a horas de ver começar o festival em Burgos.
Local : Guarda
Já chegamos a noite passada ao recinto do festival andanças, este ano em Celorico da Beira. Estávamos a pensar acampar por lá, pois o ambiente era calmo, mas mudámos de ideias depois de ver os sanitários. Rumámos a casa da … que devia estar à nossa espera, mas decidiu adormecer com os telemoveis desligados. E foi assim que às 2h da madrugada fomos amaldiçoados por várias pessoas que se tiveram que levantar para ver quem tocava à campainha.
Crónica de 20 de Julho no Região de Leiria.
Tenho alturas em que tenho vontade de desistir de tentar chamar a atenção das pessoas para estes fdp.
Saber que dão tempo de antena (e dinheiro) na televisão à Eunice Carvalho (a burlona que usa o nome de Maya) para ela dizer umas m****s sem ponta por onde se lhe pegue onde vai ao absurdo de dar conselhos médicos, dá-me vótimos!
Que c****lho!!! o que se passa com as pessoas? é assim tão dificil de perceber que a gaja não passa de uma borluna a dizer parvoíces?
O acumular de conhecimento é um fenómeno curioso: tem evoluído a passos cada vez mais largos mas ao mesmo tempo continuamos a não conseguir largar superstições que deviam ter ficado para trás algures na idade média.
Se não, vejamos: há cerca de quinze dias foi descoberta uma nova partícula subatómica que tudo indica ser o bosão de Higgs e que terá sido fundamental para a criação do Universo. Bem, é possível nesse mesmo dia ter encontrado no seu carro um pequeno folheto de um qualquer “cientista astrólogo vudu” prometendo que “torna invulnerável qualquer pessoa que o queira ser” e que, para o tranquilizar, tenta seduzi-lo com a falsa promessa de que só precisa efectuar o “pagamento após resultado”.
Tenho de reconhecer que esses folhetos não deixam de ser uma literatura divertida. Tive o cuidado de guardar todos os que colocaram no meu carro nos últimos meses e tem valido a pena. Dos vinte personagens a dar “consulta” com morada em Leiria há de tudo um pouco. Começando pelos títulos inventados, temos professores, videntes e espiritualistas. Quanto aos serviços, há desde “fazer emagrecer ou engordar”, passando pelos habituais “protecção contra mau olhado” e “sorte no trabalho” até ao enigmático “exame do sexo para ter força no amor”.
É giro de ler, só é pena haver pessoas que levem isto a sério e estejam dispostas a pagar por estas quimeras.
O texto também pode ser lido no site do Região de Leira.
Pode parecer que me dá gosto escrever para o DN por causa do JCN, mas não é verdade. Estou farto daquela besta e, por mim, não lia mais uma linha do que ele escreve, mas a verdade é que leio o DN e de vez em quando lá calha passar os olhos pelo artigo e ler uma ou duas palavras que me deixam logo a ferver.
Nada feito, enquanto não ler não descanso, e depois de ler, enquanto não responder a mesma coisa. E ainda por cima é sempre a mesma treta que ele escreve (os cruzadas foram uns anjinhos, mau foi a revolução Francesa e vamos todos morrer por causa dos homossexuais e dos abortos) o que me obriga a escrever sempre a mesma coisa também (para a próxima acho que faço copy-paste de um email anterior)
Por isso cá seguiu para o DN em resposta a esta completa e total parvoíce:
João César das Neves continua o seu trabalho de formiguinha de reescrever a história. Em mais uma crónica igual a tantas outras, culpa as revoluções anti-religiosas pelas desgraças do mundo “esquecendo-se” mais uma vez das guerras causadas pela religião e em nome dela. Nada de novo portanto.
Crónica de 29 de Junho no Região de Leiria.
No FaceBook do Região de Leiria costumam colocar uma foto da página do jornal que contêm os artigos de opinião e um pequeno texto sobre os artigos.
Esta semana escreveram “Cláudio Tereso fala da sua viagem a uma exposição na Marinha Grande”. Ahah, certo, certo.
Eu gosto de Coisas. Sou por vocação e oportunidade um viajante ocasional e sempre que posso deixo a Marinha Grande e vou à descoberta. Não sou esquisito com o tipo de destino, mas sou particularmente fã de grandes cidades. Nelas há sempre muito para ver, muitos pormenores, muitas Coisas. Gosto de observar as pessoas na sua rotina, apreciar os edifícios, visitar os bares, passear nos parques e gosto especialmente de arte urbana. Nada como objectos coloridos ou cinzentos, disformes ou nem por isso, despropositados ou contextualizados, largados ao acaso por uma cidade para me deixar bem disposto.
E foi isso que aconteceu um dia destes ao entrar no Parque da Cerca no centro da Marinha ao deparar-me com a exposição de arte urbana que lá se encontra instalada. Senti-me transportado para uma Cidade onde acontecem Coisas, uma cidade onde dá gosto viver. Uma sensação rara aqui por estes lados.
Eu não gosto de Coisos. Quem diz Coisos, diz selvagens, grunhos, vândalos. Não se costumam ver, mas andam por todo o lado e não são esquisitos. Tanto apreciam pavilhões desportivos (Alvaiázere), como percursos na natureza (Pia do Urso e Bezerra) e também, pelos vistos, arte urbana. É verdade que têm bom gosto, mas a sua maneira de apreciar não me entusiasma muito. Preconceito meu, talvez.
PS: Já foram ver a exposição? Não? Então do que estão à espera?
O texto também pode ser lido no site do Região de Leira ou na edição em PDF do Região de Leiria.
Já há muito tempo que não escrevia para o DN por causa do meu amigo JCN 🙂
Quebrei o jejum para responder a ESTA parvoíce:
Será possível que o João César das Neves acredita no que escreve ou limita-se a pregar dogmatismo para o “povo”? É que Imaginar uma pessoa que dá aulas universitárias e acredita realmente na existência do diabo, dá-me arrepios.
Como o próprio JCN diz, já nem a religião tenta vender essas estórias da carochinha aos seus seguidores. E ele que não pense que é por a sociedade estar secularizada. É simplesmente porque a ideia da existência do diabo, ideia essa criada pela religião para criar medo às pessoas e melhor as poder controlar, é tão ridícula que já não convence ninguém, nem os seus próprios inventores.
Intriga-me o que vai na cabeça de uma pessoa para escrever este tipo de textos. Ele está isolado ou escreve como representante de algum grupo de saudosistas do poder religioso? O que pretende ele obter com este tipo de discurso? O retorno desse poder?
Crónica de 8 de Junho.
Desde já as minhas desculpas ao CFAE do Concelho de Alcobaça e Nazaré que, por motivos de falta de espaço, não foi mencionado na crónica.
A conferência na Nazaré mencionada na crónica pertence a um ciclo de conferências organizado por esse centro.
Espero que gostem da crónica, é provavelmente a minha favorita 😉
Nunca se soube tanto sobre tanta coisa e no futuro saberemos ainda mais. O acumular de conhecimento que temos deve-se única e exclusivamente a nós, humanos, e à nossa curiosidade de aumentar o nosso saber. O nosso grande cérebro permite-nos ser curiosos, observar, descrever, teorizar. Tudo actividades fundamentais para aumentar o conhecimento, que não seriam úteis se não o pudéssemos preservar e partilhar.
Felizmente, a evolução dotou-nos da capacidade de efectuar uma ampla variedade de sons, que usamos para expressar as nossas ideias e formular as nossas dúvidas. É que apesar de o repositório do conhecimento por excelência serem as palavras escritas, elas dificilmente poderiam ter sido escritas com tanta sabedoria se não fossem antes discutidas oralmente. É a feliz conjugação de um bom pensador com um bom orador que transforma um Homem num gigante; poder ouvir e até debater com um deles é um privilégio e sem dúvida a melhor maneira de aprender e de ver mais longe.
Infelizmente, os gigantes não costumam aparecer aqui pela província tanto quanto seria desejável, mas recentemente fomos brindados com a presença do Carlos Fiolhais que veio à Livraria Arquivo falar da história da ciência em Portugal e do Cláudio Torres que na Biblioteca Municipal da Nazaré nos falou de arqueologia e islamismo em Portugal. Excelentes conferências, venham mais!
O texto também pode ser consultado no Região de Leiria online e na edição em PDF do Região de Leiria.
Crónica de 18 de Maio.
A minha opinião sobre o Darwinismo social aproveitando os descontos do Pingo Doce como exemplo.
Na minha cabeça estava melhor, mas a passar para o papel perdeu-se um bocadito, em parte por falta de jeito, em parte por falta de espaço.
“A sobrevivência dos mais aptos” é uma expressão usada para descrever a teoria da evolução de Darwin e significa, grosso modo, que as espécies menos adaptadas perdem a corrida da sobrevivência para as mais bem adaptadas.
Desta teoria nasceu o darwinismo social, que prevê que os indivíduos melhor adaptados serão os “sobreviventes” das batalhas sociais. No extremo, esta teoria pode ser usada para desculpar e até louvar atitudes egoístas e pouco éticas que, por vezes, encaixam perfeitamente no termo tão português que é o “desenrascanço”.
Eu refuto este extremismo do vale tudo em nome da “sobrevivência”, porque na espécie humana, como em muitas outras, quem tem de ser o mais apto para sobreviver não é o individuo, mas sim a sociedade, e esta deve ser encarada como um ser vivo. Só sobrevivem as sociedades nas quais a maioria dos elementos coopera para o bem geral e os indivíduos que não funcionam segundo esta lógica agem como parasitas que corroem essa mesma sociedade.
Sem prejuízo para outros tipos de parasitas, parecem-me dignos de reflexão os desacatos que aconteceram um pouco por todo o país causados por “simples” descontos. Foi em nome deles que pessoas roubaram, empurraram e desrespeitaram. Penso que é uma desculpa fraca para o que se passou e serve para nos alertar para o que pode acontecer se houver uma verdadeira situação de emergência.
O texto pode ser consultado no Região de Leiria online e na edição em PDF do Região de Leiria.
Crónica de 27 de Abril .
Pensei que era desta que ia ter direito a hate mail, mas pelos vistos ninguém me liga 😉
Deus é a resposta fácil às perguntas para as quais não temos uma resposta boa e é consequência da nossa dificuldade em aceitar a resposta “não sei”.
Por mais que não o aceitemos, há situações na vida que estão fora do nosso controle, dependem do acaso e de variáveis que não dominamos e não é por rezar ou fazer sacrifícios que elas mudam. Se é verdade que se obtém com essas atitudes algum conforto psicológico, não é menos verdade que o preço a pagar é por vezes demasiado alto.
É em nome desse conforto e na procura dessas inócuas respostas que todos os anos milhares de pessoas põem em causa a sua saúde com peregrinações fisicamente duras e muitas vezes também o seu sustento com donativos incompreensíveis. É penoso ir a Fátima nesta altura do ano e ver, na loja de promessas que é o Santuário, pessoas a humilharem-se porque têm a triste ilusão que os lojistas têm uma cunha com Deus e que Ele ficará agradado por os ver de joelhos naquele local.
Nunca percebi esse conceito de um Deus bondoso que exige sacrifícios aos seus seguidores e omnipresente mas que precisa de ser contactado através de intermediários. É provável que a “simples” Razão não seja suficiente para entender este fenómeno e que para o fazer seja necessário ser “abençoado” com Fé. Mas a fé, mais que o amor, é cega e como tal má conselheira, por isso acho que dispenso o privilégio.
O texto pode ser consultado no Região de Leiria online.