Dias 8, 9 e 10

Dormida dia 8 : Ochgavia Dormida dia 9 : bedous Dormida dia 10 : Escarrilla

Os dias continuam intensos e compridos. Levantamo-nos por volta das 8h e só paramos às 24h. Temos visto tanta coisa e dormido em tanto sitio diferente que já nem sei onde estive ontem e o inicio das férias passádo junto ao mar parece uma recordação distante.

Continuamos a percorrer os pirineus em direcção ao mediterraneo onde não vamos de certeza chegar … nem de longe.

Andamos a fazer Ss, entre Espanha e França para tentarmos ver o que melhor há de cada lado da fronteira.

Já mergulhamos em águas translucidas, já caminhámos em belas paisagens pejadas de cavalos selvagens, já jantámos numa bela festarola de terrinha no meio de nada, já assistimos à “subida impossivel” (prova em que motas tentam subir uma montanha quase vertical), já ficámos entalados entre cavalos e vacas sem saber como dali saír, já comemos e bebemos tapas, pintxos, tintos, rosados, canhas, …

Enfim, umas férias cheias mas cansativas. Nunca mais chega ahora de voltar a trabalhar para podermos descansar um bocado 🙂

Dia 7

Passámos a noite no campismo do parque natural de Urbasa e Andia. Há poucas luzes por aqui e o parque fica num planalto a cerca de 1000 metros, o que prporciona uma excelente visão do céu, excelente para ver estrelas, só é pena não ter sido a noite da chuvas de meteoritos que se não me engano é daqui a 4 dias. Antes de deitar ainda deu para ver uma raposa a fugir do parque de campismo com qualquer coisa na boca e ainda ver os cavalos selvagens a pastar mesmo em frente ao campismo. Infelizmente os bichos têm badalos e não deverm dormir, por isso badalou-se a noite toda. De manhã pegámos nas “bicis” e fomos ver as vistas na borda do planalto numa zona chamada “balcão de pilatos” que é no topo de um circo semelhante à fornea na serra d’aire só que maiorzito e com abutres a sobrevoar, De tarde entrámos dentro do circo por baixo subindo o rio Urerreda até à nascente. O percurso é feito pelo meio do bosque e junto ao rio que forma inumeras lagoas de cor azul esmeralda, cor que julgo eu resulta dos fundos calcários. Só na Croácia tinhamos visto parecido.

E agora – como dá para ver pelo tamanho do texto – estamos a fazer nada numa bela sombra no meio do planalto. Esta noite voltamos a dormir por aqui para ver se vemos mais raposas ladras.

Dia 5

local de dormida : Orio

Hoje foi dia de praia e megulhos e dia de estreia numa praia de nudismo com traje a rigor. Passámos a praia principal para fugir à multidão e ao passar por cima da rocha por onde viamos algumas pessoas a ir, deparámo-nos com… falta de roupa nos veraneantes. Mas o mar tinha um belo aspecto, por isso toca a vestir o traje da moda no local e a aproveitar o mar.

Dia 4

Os sacanas dos espanhois são antipáticos e não se esforçam para nos compreender. Toda a gente sabe isso, mas ninguem os informou e eles teimam em ser uns bem-dispostos. Uma trabalheira, estar-lhes sempre a explicar como se deve comportar um verdadeiro espanhol!

Hoje saímos de Burgos (foto) em direção à costa Vasca. O caminho é verde e bastante montanhoso. Fomos directos a Bilbao onde tinhamos estado antes mas só para ver o museu. Desta vez fomos aos pinchos 🙂

Seguimos costa fora até ao campismo onde estamos agora e que fica perto de uma capela que fica no alto de uma ilhota (acessivel por ponte) e que podem ver do lado direito da foto no post anterior.

E agora, dormir que amanhã é dia de mergulho manital na bela praia aqui ao lado.

Dia 2

Chegámos à serra da Demanda à hora da janta. O estacionamento estava cheio, mas o Ruben – o espanhol de serviço 😉 – já tinha arranjado maneira de nos deixarem estacionar junto aos carros deles onde até deu para montar a tenda. O grupo do Ruben já tinha mesa montada e fomos recebidos como sempre somos em Espanha : estupidamente bem. Após hora e meia de queijos e enchidos fomos até ao palco que ficava a 500 metros e onde apreciámos uma bela noite de música e espanhóis loucos aos saltos até às 3… A noite acabou com um fantástico grupo de seu nome fatty farmers, espanhóis que tocam folk ao género dos drop kick murphies… muito bom.

Curioso, foi apreciar o conceito de cerveja comunitária. Ninguem compra uma cerveja para si, a cerveja, em copos de quase-litro, vai passando de pessoa em pessoa até acabar. Mesmo os conhecidos extra-grupo ao cumprimentarem alguém, se trazem cerveja oferecem e se não trazem és-lhe oferecido. E não se trata de uma mera manobra de cortesia, raramente a cerveja oferecida é recusada.

Dia 3

Dia de relax..estamos completamente routos e a cair de sono, mas passámos o dia em velocidade lenta-parada com o Ruben e companhia. Hoje dormimos em Burgos em casa do Ruben e amanhã, já sem espanhois a dependerem de nós, rumamos ao país do vasco.

sejamos ridículos!