Pequeno livro das FRAUDES ALDRABICES e outras PARVOÍCES

Escrever dá trabalho, dá muiiiitttoooo trabalho.

Tenho, já há alguns meses, um livro à espera que tenha tempo (e motivação) para o continuar.

Como não há meio de tal acontecer, vou publicar aqui o que já tenho; pelo menos, tiro o pó ao texto.

Para já, só há sinopse, mas nos próximos dias espero colocar a introdução e o primeiro capítulo.

 

ahh, é verdade, está em versão beta, por isso os erros estão automaticamente self-desculpados 😉

ACTUALIZAÇÃO 31 AGOSTO 2012:
Já coloquei a introdução do livro. Para quem já leu o folheto Fraudes, Aldrabices e outras Parvoíces não vai ver nada de novo, é quase igual.

podem ler AQUI

 

 

 

Crónica no Região de Leiria : Dividir Para Reinar

Crónica de 10 de Agosto no Região de Leiria

O sentimento de pertença a um grupo é um sentimento extremamente forte e provavelmente vem dos tempos pré-históricos em que os humanos viviam em pequenas tribos familiares e a união da família/tribo contra as outras na luta pelos recursos era um factor de sobrevivência.

Hoje em dia, esse instinto básico é explorado ao máximo muitas vezes irracionalmente como no desporto e na política:
– Os clubes de futebol não passam disso mesmo, clubes de futebol; e no entanto há malta que anda à pancada por eles.
– Muitos adeptos de partidos defendem o seu partido mesmo quando as politicas defendidas pelo partido vão contra os seus interesses.
Há estudos interessantes que mostram que mesmo grupos criados “artificialmente” fomentam o sentimento de pertença e o desejo de o nosso grupo vencer aos outros mesmo que os grupos ganhassem mais se colaborassem (vale MESMO a pena ler o Previsivelmente Irracional do Dan Ariel sobre esta e outras burridades do raciocínio humano).

É óbvio que existem grupos, e é óbvio que alguns grupos que têm interesses opostos e de importância para a vida das pessoas (não de certeza os clubes de futebol!) mas convém não aceitar cegamente discursos fáceis e populistas de “a culpa é do grupo X”.

hhhhmm..quase que escrevi outra crónica… isto foi só uma introdução sobre o assunto que tem muito para dizer. A crónica que saiu no RL começa aqui:

Mitt Romney, milionário e candidato à presidência dos EUA paga, segundo o próprio, cerca de 15% de impostos1, valor abaixo da média nesse país2. Warren Buffet, autor da célebre frase “Há uma guerra de classes, mas é a minha classe, a dos ricos, que a está a fazer, e estamos a ganhar”3, afirma que paga em percentagem menos impostos que os seus empregados4.

Os políticos Norte-Americanos que defendem impostos baixos para os ricos, dizem que são os ricos que criam riqueza e emprego e como tal devem ser favorecidos para poderem criar ainda mais5. Mas, e quem vota nessas ideias, fá-lo também por essa razão? Há quem diga que não6, que quem vota a favor de baixos impostos para os ricos, fá-lo porque acha que também um dia será ric@ e, como tal, está a votar para proveito próprio.

Este optimismo exagerado é típico nos EUA, e se por cá esse defeito é raro, existem males parecidos: há muitas pessoas que se identificam com discursos anti-outros sem se aperceber que estão mais perto desses outros do que do autor do discurso.

Da próxima vez que ouvir uma figura pública a culpar os desempregados, os funcionários públicos, os imigrantes ou até – pasme-se! – os homossexuais7 pelos problemas do país, pense duas vezes antes de apoiar esse discurso, é que provavelmente quem o está a fazer, também está a pensar em todos nós que usamos serviços públicos.

O texto também pode ser lido no site do Região de Leira.

ADENDA : 10 de Setembro  de 2012

Nem de propósito voltou à baile esta conferência do TED : Não São os Ricos Que Criam Empregos, São os Consumidores

Dia 11

Dormida em terrinha cujo nome não me lembro

Hoje continuámos as nossas voltas pelos Pirinéus Franceses por paisagens fora de série, mas o ponto alto foi quando vimos junto à estrada onde seguíamos a indicação de que havia uma via ferrata por perto, Metemo-nos a caminho bosque adentro para a ir ver (na falta de equipamento para a fazer) e no fundo do vale junto ao rio lá estava ela e nela 4 sortudos a fazer o inicio que era uma tirolesa por cima do agitado rio. Ficámos a ve-los um bocado e quando os perdemos de vista avançámos junto ao rio onde eles depois de terem passado para a outra margem voltavam a esta. Nessa paisagem uma das raparigas desistiu e nós oferecemo-nos para a acompanhar à estrada porque ela estava quase em pânico com a experiência. Como sobrava um equipamento eles perguntaram se um de nós queria ir! Nem se pensa duas vezes!! Siga o Cláudio que andava desejoso de experimentar uma ferrata digna desse nome. E lá fui eu por cima do belo rio e rocha acima numa bela escalada que rendeu uma bela hora.

Há dias de sorte.

Para ajudar à festa a desistente (porto-riquenha) falava Português e: quando se apercebeu que a João era Portuguesa ficou radiante, pois há 10 anos que não treinava e aproveitou para contar a história toda de Porto-Rico à João enquanto nós escalávamos.

Ferrata Siala

 

Dias 8, 9 e 10

Dormida dia 8 : Ochgavia Dormida dia 9 : bedous Dormida dia 10 : Escarrilla

Os dias continuam intensos e compridos. Levantamo-nos por volta das 8h e só paramos às 24h. Temos visto tanta coisa e dormido em tanto sitio diferente que já nem sei onde estive ontem e o inicio das férias passádo junto ao mar parece uma recordação distante.

Continuamos a percorrer os pirineus em direcção ao mediterraneo onde não vamos de certeza chegar … nem de longe.

Andamos a fazer Ss, entre Espanha e França para tentarmos ver o que melhor há de cada lado da fronteira.

Já mergulhamos em águas translucidas, já caminhámos em belas paisagens pejadas de cavalos selvagens, já jantámos numa bela festarola de terrinha no meio de nada, já assistimos à “subida impossivel” (prova em que motas tentam subir uma montanha quase vertical), já ficámos entalados entre cavalos e vacas sem saber como dali saír, já comemos e bebemos tapas, pintxos, tintos, rosados, canhas, …

Enfim, umas férias cheias mas cansativas. Nunca mais chega ahora de voltar a trabalhar para podermos descansar um bocado 🙂

Dia 7

Passámos a noite no campismo do parque natural de Urbasa e Andia. Há poucas luzes por aqui e o parque fica num planalto a cerca de 1000 metros, o que prporciona uma excelente visão do céu, excelente para ver estrelas, só é pena não ter sido a noite da chuvas de meteoritos que se não me engano é daqui a 4 dias. Antes de deitar ainda deu para ver uma raposa a fugir do parque de campismo com qualquer coisa na boca e ainda ver os cavalos selvagens a pastar mesmo em frente ao campismo. Infelizmente os bichos têm badalos e não deverm dormir, por isso badalou-se a noite toda. De manhã pegámos nas “bicis” e fomos ver as vistas na borda do planalto numa zona chamada “balcão de pilatos” que é no topo de um circo semelhante à fornea na serra d’aire só que maiorzito e com abutres a sobrevoar, De tarde entrámos dentro do circo por baixo subindo o rio Urerreda até à nascente. O percurso é feito pelo meio do bosque e junto ao rio que forma inumeras lagoas de cor azul esmeralda, cor que julgo eu resulta dos fundos calcários. Só na Croácia tinhamos visto parecido.

E agora – como dá para ver pelo tamanho do texto – estamos a fazer nada numa bela sombra no meio do planalto. Esta noite voltamos a dormir por aqui para ver se vemos mais raposas ladras.

sejamos ridículos!