Ontem foi dia de água quente, hoje foi dia de água morna, que é como quem diz; mar que segundo consta já está a arrefecer e portanto está a uns meros 22 graus. Começámos o dia com uma saída de observação de cetáceos que nos rendeu alguns cachalotes e um grupo de grampos ou como são conhecidos por aqui, golfinhos michael jackson, pois nascem pretos e vão ficando brancos. A saída, feita a partir de Vila Franca do Campo foi num rápido semi-rigido o que permitiu aliar baleias com viagem de montanha russa À tarde tivemos banhinhos de mar até ficar fartos, porque esperar pelo frio para saír do mar, aqui não funciona. A título de curiosidade refira-se que, por estas bandas, as pulgas do mar são pretas, mantendo-se assim coerentes com a sua vocação de serem da cor da areia.
Hoje o dia começou às 4 da manhã, hora a que nos levantámos para apanhar o avião. O dia nos Açores esteve bastante agradável e os nossos anfitriões estavam de folga o que garantiu um dia de visitas sem ter pensar muito 🙂 Fomos ver as furnas e as suas fumaloras efervescentes e acáboms o dia dentro de uma fumalora versão piscina. E agora toca a dormir que amanhã é dia de ir caçar cachalotes logo pela manhanzinha.
“Coiso e tal, isto e aquilo, e já agora decidi reduzir os vossos salários em 7% e entregar esse valor às empresas. E agora vão ver a selecção jogar para afogarem as mágoas enquanto eu me vou divertir à brava num concerto do Paulo de Carvalho1”.
Não deve ter sido bem assim que se passou, mas é a memória que tenho daquela noite surreal, em que o Pedro conseguiu unir os Portugueses como só Scolari tinha feito. Foi a noite em que ele mostrou o jogo todo, o plano que tem para Portugal e o que espera dos Portugueses. Estes obviamente não gostaram e nem o facto de ser dono de um semblante honesto e de uma voz grave (atributos que está provado serem dos factores que mais influenciam o voto dos eleitores2) o salvou. Portugal veio para a rua como há muito não acontecia e um pouco por todo o lado as pessoas juntaram-se para mostrar a sua indignação.
Na Marinha Grande, e correndo o risco de errar, eu diria que éramos entre duas a três mil pessoas, o que num concelho com cerca de 40 mil habitantes me parece significativo. A manifestação foi morna, facto que não me surpreende, pois devia haver muitos como eu, novatos nestas andanças e sem grande jeito para palavras de ordem ou para bater nos tachos. No entanto, demos o corpo, estivemos lá e acho que o mais importante foi conseguido: uma grande mancha humana a percorrer a cidade por um objectivo comum.
O nosso cérebro e os nossos sentidos não podem ser confiados cegamente. O cérebro tem vida própria1 e por vezes toma decisões e não nos explica porquê ou como o fez. Os sentidos, por sua vez, muitas vezes não funcionam como nós esperamos e pregam-nos partidas.
Para que não tenhamos dúvidas sobre esse facto e para que não pense que estou aqui só para o colocar de mal com o seu cérebro e restante corpo, faça o seguinte exercício:
Tape o olho esquerdo e olhe com o olho direito directamente para a estrela da figura 1. Comece com uma distancia de cerca de 50 cm vá aproximando a cara devagar sempre a olhar para a estrela. As duas bolas devem ser visíveis com a sua visão lateral. Vá afastando e aproximando a sua cara do monitor devagar entre os 20 e os 50 cm até uma das bolas desaparecer. Se não conseguir experimente, com distâncias maiores/menores.
Viu umas das bolas a desaparecer? Espero que sim. Não se trata de uma ilusão de óptica que funcione para uns e não para outros, é uma característica física dos nossos olhos que é impossível contornar.
Figura 1: Detecção de ponto cego fisiológico
Do olho ao cérebro
Figura 2: Olhos de Vertebrado e de Polvo – 1. retina; 2. células foto-receptoras; 3. nervo óptico; 4. ponto cego
A luz é detectada por células foto-receptoras instaladas na retina dos nossos olhos. Essa informação é convertida em sinais eléctricos e transmitida ao cérebro através do nervo óptico. No olho de um polvo (à direita na figura 2) a história acaba aqui, mas nos vertebrados (à esquerda) existe uma complicação. Os sensores ópticos estão voltados para trás e as fibras ópticas que fazem a ligação ao cérebro têm de atravessar a retina para chegar ao cérebro. Na zona de passagem, como é óbvio, não há células foto-receptoras e por isso, não vemos. Esse ponto chama-se ponto cego fisiológico.
Felizmente, temos dois olhos, e o cérebro faz a composição dos dois para nos apresentar uma imagem completa e sem falhas. É um feito extraordinário da parte do nosso cérebro e levar-nos-ia a levantar-mo-nos e a fazer-lhe uma ovação não fosse um pequeno pormenor que apesar de fantástico não deixa de me incomodar; o que o cérebro não vê, inventa!
Se repararam, e se não repararam façam de novo, o local onde o ponto desaparece não fica preto como devia ficar. Se não há foto-receptores para verem o que há ali, não entra luz, se não entra luz devia ficar preto, mas não fica, fica branco como o resto da folha.
É absolutamente brilhante: se o que está à volta é branco, ali naquele pontinho que não sei o que se passa o mais certo é ser branco também.
Pois é, é o mais certo mas não quer dizer que seja o certo, como é o caso. Experimente o mesmo exercício mas agora com dois traços em vez de duas bolas:
Figura 3: Detecção de ponto cego fisiológico
Se o leitor não for um polvo, é provável que haja uma altura em que ao invés de dois traços vai ver um. O que acontece é que o cérebro não vê o que se passa entre os dois traços e se à esquerda à traço e à direita também, o mais provável é ser tudo um traço.
Não é um problema muito grave, afinal o ponto é pequeno e não dá para o cérebro inventar muito nesse espaço. No entanto, esta experiência serve para percebermos que o cérebro quando não sabe, pode inventar, e como tal as suas conclusões têm de ser encaradas com alguma desconfiança, especialmente quando somos confrontados com visões que não se enquadram com o esperado funcionamento da realidade como a conhecemos.
Há inúmeros exemplos e testes sobre ilusões de óptica, ou seja, situações em que o cérebro interpreta mal os dados que chegam dos olhos. O exemplo da figura 4 é um dos meus favoritos, tal é a clareza e simplicidade do mesmo.
Figura 4: Ilusão de Óptica
O cérebro tem dificuldade em avaliar o tamanho dos objectos, usando normalmente os objectos em redor para comparações.
Ele sabe que o círculo central da esquerda é maior que os círculos à volta e que o círculo central da direita é menor que os círculos à volta; círculo da esquerda maior, círculo da direita menor; conclusão: circulo da esquerda maior que o da direita.
Se tirarmos os objectos da comparação, como fizemos na figura 5, a ilusão é desfeita.
Figura 5: Ilusão de Óptica Desfeita
E não pense que isto só acontece com testes em folhas de papel ou no computador. Este tipo de erro acontece no dia a dia e é, por exemplo, responsável por a lua parecer maior junto ao horizonte do que quando vista no meio do céu. Este tipo de ilusão é música para os ouvidos dos artistas/videntes2 que podem logo fazer belas previsões do género :
amanhã por volta das 22h a lua vai estar no ponto mais próximo da terra e influenciar negativamente/positivamente (escolher conforme o o aspecto saudável/doente/feliz/infeliz do cliente) a sua noite.
O cliente, se tiver inclinação para acreditar neste palavreado vazio, vai estar atento a aspectos da sua noite que confirmem o que o vidente disse, e voilá, uma previsão correcta por parte do vidente.
Ilusões e mais ilusões
Mas nem só de ilusões de óptica vive o nosso cérebro. As ciências cognitivas têm trazido à luz uma série de “problemas” com o funcionamento do cérebro que explicam alguns dos mais velhos mitos que rodeiam a espécie humana. Alguns desses erros de funcionamento têm servido como base para alguns dos truques mais velhos.
Eis dois fenómenos curiosos…
Movimentos inconscientes
Quase toda a gente conhece as sessões em que supostamente se comunica com espíritos através de copos que se deslocam em cima de mesas ou aquelas pessoas que acham que conseguem adivinhar o sexo de um bebé na barriga de uma pessoa, com uma agulha pendurada num fio ou ainda as pessoas que pensam que conseguem descobrir água com um graveto nas mãos.
Todos estes fenómenos são derivados de ordens sub-conscientes que o nosso cérebro dá aos nossos membros para eles se moverem de acordo com as nossas expectativas. Se sabemos a resposta que o copo quer dar, vamos estar à espera que ele se desloque na direcção da letra certa; se achamos que num determinado local há agua achamos que o graveto deve abanar. Essa expectativa é o suficiente para o nosso sub-consciente enviar ordem aos músculos para efectuar o movimento que esperamos ver acontecer.
Este fenómeno chama-se efeito ideomotor, e o que é extraordinário é que este fenómeno foi descoberto em 18523 durante investigações efectuadas para perceber como funcionava o truque dos espíritos que comunicam com pessoas através de objectos e 150 anos depois ainda os artistas enganam pessoas com ele!
Se quiser, pode facilmente tentar reproduzir este efeito:
Pendure uma agulha, um anel, uma chave ou qualquer outro objecto pequeno num fio com pelo menos 30 centímetros, pegue na ponta do fio e estique o seu braço horizontalmente à sua frente. Agora, esqueça o braço, não o tente movimentar mas também não faça força para ele não se mover e concentre-se no objecto. Visualize-o a começar a baloiçar lentamente na ponta do fio…. não tente mexer o braço…. mas também não o impeça…ordene e visualize o objecto a baloiçar…
Se tudo correr bem, a sua mão vai começar a fazer micro-movimentos de modo a movimentar o objecto. “Mas é claro que a mão mexe, isso é uma parvoíce”. Pois é, Mas é assim que os artistas fazem! Se alguma vez for confrontado com um artista destes, não olhe para o objecto que ele tenta movimentar/rodar/abanar, olhe para a mão ou para o braço. No caso dos copos “fantasmas” faça perguntas a que nenhum dos presentes saiba a resposta e/ou experimentem com os olhos vendados4.
Ver e ouvir o que não está lá
O ser humano é um animal social, e como qualquer animal social vive melhor, prospera, pois claro, em sociedade.
Um ser humano sozinho tem grande probabilidade de não sobreviver, e por isso, os nossos cérebros estão programados para reconhecer e encontrar outros seres humanos, mais especificamente as suas caras ou vozes. Mas no seu esforço por reconhecer vozes e caras, vê caras ou ouve vozes onde elas não existem.
O fenómeno psicológico de ver ou ouvir o que não está lá, é a pareidolia e é responsável por vermos caras na lua, cristos em torradas, formas nas nuvens, figuras em estalactites e estalagmites (Figura 6) e ouvirmos frases inexistentes em músicas tocadas de trás para a frente.
Figura 6: Exemplos de Pareidolia da direita para a esquerda: cara em Marte, caixa admirada e outra cara (ou serão só dois círculos e um risco?)
Precisamos de um cérebro novo?
O nosso cérebro é fantástico e faz maravilhas, estes erros são negligenciáveis no dia a dia e não devemos perder muito tempo a preocupar-nos com eles. Excepção feita quando somos confrontados com informações/factos/ideias novas especialmente se vierem pela mão de quem nos quer vender alguma coisa. Nessas situações é importante estar a par destes erros cognitivos e encarar o assunto com o maior dos cepticismos e muito espírito critico.
Mas esperem, ainda tenho mais um truque na manga!
Olhem para os quatro pontos no centro da figura 7 durante 30 segundos sem piscar os olhos, depois olhem de imediato para uma parede branca e pisquem os olhos rápida e repetidamente.
Não digam que vão daqui sem uma experiência espiritual!
Figura 7: Ilusão provocada por cansaço dos foto-receptores Os foto-receptores que estão a receber a zona branca da imagem vão ficar cansados e vão reagir lentamente à nova imagem toda a branco, enquanto os que estavam a receber informação da zona preta reagem de imediato. O resultado é que vai ver a preto o que na imagem estava a branco o que vai criar um negativo dessa imagem.
Notas de Rodapé
1. Estudos recentes apontam na direcção de a maior parte das nossas decisões ser tomada no sub-consciente que só posteriormente “informa” a parte consciente do cérebro. Sobre este assunto, vale a pena ler “Incognito: The Secret Lives of The Brain”, David Eagelman, Canongate, 2011 2. Um vidente não passa de um artista especializado na arte da ilusão. Daqui para a frente passo a usar somente o vocábulo “artista”. 3. Para os mais interessados aconselho vivamente a leitura do documento onde foi descrito pela primeira vez o efeito ideomotor digitalizado e colocado online em http://www.sgipt.org/medppp/psymot/carp1852.htm 4. Há inúmeros vídeos na Internet a explicar e a demonstrar o efeito ideomotor que podem ser encontrados se procuramos por “ideomotor video”, por exemplo.
Índice de Figuras
2. Evolução do olho, Wikimedia, licença CC-BY S.A. 3.0 6.a Cara em Marte, Jet Propulsion Lab of the United States National Aeronautics and Space Administration (NASA) under Photo ID: PIA01141. 6.b Caixa de Cartão, Wikimedia, licença CC-BY S.A. 3.0
A. Maslow, psicólogo Norte-Americano, propôs em 1943 uma pirâmide de necessidades em que as de nível mais baixo teriam de ser satisfeitas antes de haver preocupações com as de nível superior. Nos níveis mais baixos colocou as necessidades fisiológicas seguidas das óbvias como família, saúde e emprego; nos níveis mais altos, a moralidade, a ausência de preconceitos e o respeito1.
Estamos neste momento a braços com uma grave crise económica que remete as pessoas a preocuparem-se exclusivamente com a base da pirâmide. Como a História demonstra2, é nestas alturas de inevitável egoísmo que os sistemas totalitários3 têm as portas abertas para ditarem os seus disparates sem grande oposição.
É pois com apreensão que vejo a teocracia do Vaticano a dizer à Republica Portuguesa quais os feriados nacionais que pode suprimir4 ou que leio o respeitado professor de economia César das Neves a sonhar com o inferno5 para quem não partilhe dos seus delírios e a tentar apagar da História os crimes da sua Igreja6.
E como várias desgraças nunca vêm sós, de acordo com o jornal “O Mirante”, os autarcas de Ourém querem que as comemorações do dia de Portugal em 2013 sejam realizadas em Fátima7.
Deve ser uma sugestão movida por interesses económicos, mas o simbolismo de ter Portugal celebrado de joelhos sob a imaginária protecção divina é preocupante.
Tenho, já há alguns meses, um livro à espera que tenha tempo (e motivação) para o continuar.
Como não há meio de tal acontecer, vou publicar aqui o que já tenho; pelo menos, tiro o pó ao texto.
Para já, só há sinopse, mas nos próximos dias espero colocar a introdução e o primeiro capítulo.
ahh, é verdade, está em versão beta, por isso os erros estão automaticamente self-desculpados 😉
ACTUALIZAÇÃO 31 AGOSTO 2012:
Já coloquei a introdução do livro. Para quem já leu o folheto Fraudes, Aldrabices e outras Parvoíces não vai ver nada de novo, é quase igual.
O sentimento de pertença a um grupo é um sentimento extremamente forte e provavelmente vem dos tempos pré-históricos em que os humanos viviam em pequenas tribos familiares e a união da família/tribo contra as outras na luta pelos recursos era um factor de sobrevivência.
Hoje em dia, esse instinto básico é explorado ao máximo muitas vezes irracionalmente como no desporto e na política:
– Os clubes de futebol não passam disso mesmo, clubes de futebol; e no entanto há malta que anda à pancada por eles.
– Muitos adeptos de partidos defendem o seu partido mesmo quando as politicas defendidas pelo partido vão contra os seus interesses.
Há estudos interessantes que mostram que mesmo grupos criados “artificialmente” fomentam o sentimento de pertença e o desejo de o nosso grupo vencer aos outros mesmo que os grupos ganhassem mais se colaborassem (vale MESMO a pena ler o Previsivelmente Irracional do Dan Ariel sobre esta e outras burridades do raciocínio humano).
É óbvio que existem grupos, e é óbvio que alguns grupos que têm interesses opostos e de importância para a vida das pessoas (não de certeza os clubes de futebol!) mas convém não aceitar cegamente discursos fáceis e populistas de “a culpa é do grupo X”.
hhhhmm..quase que escrevi outra crónica… isto foi só uma introdução sobre o assunto que tem muito para dizer. A crónica que saiu no RL começa aqui:
Mitt Romney, milionário e candidato à presidência dos EUA paga, segundo o próprio, cerca de 15% de impostos1, valor abaixo da média nesse país2. Warren Buffet, autor da célebre frase “Há uma guerra de classes, mas é a minha classe, a dos ricos, que a está a fazer, e estamos a ganhar”3, afirma que paga em percentagem menos impostos que os seus empregados4.
Os políticos Norte-Americanos que defendem impostos baixos para os ricos, dizem que são os ricos que criam riqueza e emprego e como tal devem ser favorecidos para poderem criar ainda mais5. Mas, e quem vota nessas ideias, fá-lo também por essa razão? Há quem diga que não6, que quem vota a favor de baixos impostos para os ricos, fá-lo porque acha que também um dia será ric@ e, como tal, está a votar para proveito próprio.
Este optimismo exagerado é típico nos EUA, e se por cá esse defeito é raro, existem males parecidos: há muitas pessoas que se identificam com discursos anti-outros sem se aperceber que estão mais perto desses outros do que do autor do discurso.
Da próxima vez que ouvir uma figura pública a culpar os desempregados, os funcionários públicos, os imigrantes ou até – pasme-se! – os homossexuais7 pelos problemas do país, pense duas vezes antes de apoiar esse discurso, é que provavelmente quem o está a fazer, também está a pensar em todos nós que usamos serviços públicos.
E pronto, foi levantar, ir até à terrinha mais perto tomar o pequeno almoço e como havia festa tivemos direito a pequeno-almoço acompanhado de música ao vivo e toca a subir os pirinéus de volta a casa.
Pelo caminho ainda parámos em Zaragoza que tem uma praça principal absolutamente brutal!
Com as férias mesmo no fim e com algumas sugestões de onde passar o dia, a escolha foi difícil mas acabámos por ficar pela zona conhecida como Pont D'Espagne onde fizemos uma fantástica caminhada até ao refugio de montanha oulletes de gaube
Track da descida:
Depois…foi começar a volta para casa e nessa noite, dormimos aqui.
Hoje continuámos as nossas voltas pelos Pirinéus Franceses por paisagens fora de série, mas o ponto alto foi quando vimos junto à estrada onde seguíamos a indicação de que havia uma via ferrata por perto, Metemo-nos a caminho bosque adentro para a ir ver (na falta de equipamento para a fazer) e no fundo do vale junto ao rio lá estava ela e nela 4 sortudos a fazer o inicio que era uma tirolesa por cima do agitado rio. Ficámos a ve-los um bocado e quando os perdemos de vista avançámos junto ao rio onde eles depois de terem passado para a outra margem voltavam a esta. Nessa paisagem uma das raparigas desistiu e nós oferecemo-nos para a acompanhar à estrada porque ela estava quase em pânico com a experiência. Como sobrava um equipamento eles perguntaram se um de nós queria ir! Nem se pensa duas vezes!! Siga o Cláudio que andava desejoso de experimentar uma ferrata digna desse nome. E lá fui eu por cima do belo rio e rocha acima numa bela escalada que rendeu uma bela hora.
Há dias de sorte.
Para ajudar à festa a desistente (porto-riquenha) falava Português e: quando se apercebeu que a João era Portuguesa ficou radiante, pois há 10 anos que não treinava e aproveitou para contar a história toda de Porto-Rico à João enquanto nós escalávamos.