Galiza, dia 4: 564 praias depois

Hoje o Cláudio (sim, nestas férias falei na terceira pessoa) não tentou boicotar as férias por isso o enfoque é nas praias. Acho que atingimos a quota máxima de praias por férias e decidimos voltar. A manhã começou calmamente com “nos outros” a aproveitar bem o nosso belo campismo. Depois foi começar a descer em direcção a casa. Aproveitámos e passamos por Padron para comprar uns pimentos, a ver se estes funcionam porque ultimamente só temos apanhado avariados.
De seguida tivemos um piquenique no Boiro. e por fim para acabar em beleza fomos dar uns mergulhos pelas praias do Grove.

 

 

Galiza, dia 3: o dia em que o Cláudio voltou a tentar lixar as férias.

Acabou-se o concerto rock em vilanova de arousa e com ele a acampada gratuita, por isso vamos levantar acampamento. Hoje o tempo está fresco o que é óptimo para viajar e como tal aproveitámos para dar uma volta. Contornámos toda a ria de arousa com mergulho aqui, mergulho ali. No fim da ria fomos ao parque natural que tem uma belíssima praia e um simpático restaurante. O dia acabou na ria de muros e noia, no --- que dista da praia aproximadamente 0 metros. Como o local era perfeito o Cláudio achou que para lixar a cena, uma dor de costas de caixão à cova era o ideal. Enfim, mania de dar nas vistas. Verdade que foi intenso e que conseguiu estragar o jantar, mas ficou-se por aí.

 

 

 

 

Galiza, dia 2: o dia em que o Cláudio quis dar cabo das férias, mas não conseguiu.

Ontem escolhemos na ilha de Arousa a praia onde íamos passar o dia. O plano era chegar cedo para ter lugar perto, Sacar do kayak, dar uma bela volta e passar o resto do dia a praias. Correu tudo bem até o Cláudio, cheio de energia, ter começado a encher o kayak. Enfim, força a mais, bomba sem mostrador da pressão e paf, cena rebentada. Depois de um breve momento de luto, siga porque até alugam kaykas aqui. Só temos de esperar um bocado porque o moço só chega ao meio-dia. Há passadiços junto ao mar, siga andando e mergulhando. Só foi pena não ter tirado a chave do carro do bolso dos calções. Claro que a cena molhou-se um bocadito e deixou de funcionar. E pronto, o problema do kayak deixou de ter relevância. quem é amigo, quem é? grande treta! mas a tenda está a uma boleia de distância e amanhã alguma oficina deve-nos safar, por isso bora kayakar que o mar tem uma cor de morrer e a costa é brutal com os seus blocos de granito e os pinheiros a entrar pelo mar adentro. kayak despachado e segunda chave do carro encontrada. problema resolvido e já ninguém se lembra do kayak rebentado. Sai uma bela almoçarada no bar da praia seguido de uma tarde de praia maravilhosa com muito coastering à mistura. o Cláudio bem tentou mas não teve sorte nenhuma. foi um dia 5 estrelas.

 

Galiza, dia 1: O regresso à ilha de Arousa

Após uma viagem calma chegámos a Caminha onde almoçámos muito bem num restaurante na praça principal.
Seguimos em direção a Sanxenxo com direito a mergulho rápido numa das muitas praias mesmo ao lado da estrada. Maravilha!
Chegados a Sanxenxo, começou o caos de pessoal e só em Villanova de Arousa , onde estamos agora é que as coisas acalmaram. Mesmo assim os campismos estão todos cheios. Salvou-nos um concerto que vai aqui haver e para o qual existe acampada gratuita, mesmo em cima da praia! Uns mergulhos aqui e ali e o dia está feito.

 

 

 

 

Campeonatos de Orientação de Espanha

Esta primavera tem sido fértil em provas inesquecíveis.

Em Abril tivemos os campeonatos de Espanha de Orientação na serra de Madrid. Nós já tínhamos lá passado de raspão, mas desta vez fizemos uma visita digna desse nome. As provas desenrolaram-se em montanha com uma arena acima dos 1.000 metros e com as provas ainda mais alto. Qual a vantagem disso, podem perguntar?

Paisagens maravilhosas é o que é. Eu gosto de montanhas, gosto mais de montanhas do que de orientação ou de trail ou de canyoning. O que me leva a essas actividades é a paisagem de montanha. Orientação em pinhal? seca! Trail sem altos e baixos? Aborrecido! Canyoning em rios com vegetaçãozita ao invés de encaixando em calhaus? banhito…

As provas valeram as 6 horas de viagem, especialmente a longa. É uma distância que não gosto muito porque se passa muito tempo a apanhar seca entre pontos de controlo, mas aqui, nada disso. A paisagem era brutal e as pernadas longas faziam-se com o gosto de quem faz um belo trail. Maravilhoso.

Uma coisa é certa, depois de uma prova num local deste a minha vontade de fazer orientação em terrenos “normais” ainda muito por baixo. Elevam as expectativas à malta e depois é uma chatice!

Total distance: 6846 m
Max elevation: 1557 m
Min elevation: 1171 m
Total climbing: 190 m
Total descent: -491 m
Average speed: 11.51 min/km
Total time: 01:31:25
Download file: Longa%20CEO%202017.gpx

Além disso ainda demos umas voltas por lá especialmente pelo Valle de Lozoya onde fica Rascafria, bela terrinha de montanha com as suas maravilhosas tapas.

Também deu para fazer uma caminhada até os 2.000 metros junto a um rico de água limpinha de morrer. Não, enganei-me, de morrer era a temperatura :-/

A minha ideia era chegar à Cabeça de Hierro Menor ou à Cabeça de Hierro Mayor mas ainda havia muita neve, eu estava de sandálias de rio e das poucas passadas que tentei na neve fiquei enterrado até ao joelho com o risco de haver um buraco por baixo e a coisa correr bastante mal. Por isso dei-me por contente por fotografar o topo e voltei para trás.

Total distance: 6749 m
Max elevation: 1999 m
Min elevation: 1786 m
Total climbing: 424 m
Total descent: -425 m
Average speed: 16.34 min/km
Total time: 02:23:10
Download file: Caminhada%20Serra%20de%20Madrid.gpx

 

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Agosto 2016, dia 13: as calanques a partir do mar

A única maneira de ver bem as calanques é a partir do mar, por isso hoje, eu e a João colocámos o kayak ao mar para as percorrer.

Fizemos desde a calangue de portmiou até à calanque de morgiou e volta, num total de mais de 15 quilómetros e cerca de seis horas de pagaiada. Pelo caminho parámos no paraíso, também conhecido como Calanque d’en Vau onde almoçámos o nosso farnel e mandámos uns valentes mergulhos. Fomos ainda à gruta azul, uma gruta aquática. grande mas com uma entrada que só dá para entrar a nadar e onde o mar tem uma cor de um azul impressionante.

(gps só de ida que foi até onde a bateria aguentou)

Total distance: 7934 m
Max elevation: 61 m
Min elevation: 1 m
Total climbing: 176 m
Total descent: -179 m
Average speed: 14.33 min/km
Total time: 02:04:45
Download file: Calangues%20de%20Kayak.gpx

TODAS AS FOTO AQUI

Agosto 2016, dia 12: calangues por terra

As calangues são uma série de enseadas, muitas com praias ao fundo, entre Cassis e Marselha. Como estão num parque nacional o acesso a elas é altamente condicionado. A maior parte  só dá para aceder a pé. Como tal hoje, levantei-me bem cedo para fazer caminhada pela costa e dar uma vista de olhos às ditas cujas.

Pode parecer fácil passear junto à costa, mas não é, pois cheira-me que isso ainda tem toques dia Alpes.

Após cerca de meia hora de caminhada cheio a uma calangue que conhecia de visita anterior. Mais uma hora e uma descida digna de um bom trail técnico e chego, julgo que não me engano, ao paraíso. Desde chegar ao paraíso e estar lá a tomar banho devem ter passado dez segundos tal foi a velocidade com que me fiz ao mar.

Meia hora depois retomei a caminhada, mas já sem grande ânimo. Depois daquilo não valia a pena ver mais nada. Decidi ir até à estrada principal e telefonar à João para me ir buscar. Foi mais uma hora de caminhada sob sol abrasador onde me cruzei com inúmeras pessoas que se dirigiam à praia. O que se faz por uma boa praia!

Total distance: 11675 m
Max elevation: 260 m
Min elevation: 1 m
Total climbing: 871 m
Total descent: -686 m
Average speed: 12.30 min/km
Total time: 02:50:40
Download file: Calangues%20Por%20Terra.gpx

O resto do dia passámo-lo de carro a tentar visitar calangues, o que não foi fácil porque mesmo as calangues que se podem aceder de carro são altamente controladas e para entrar é preciso ter autorização de um dos restaurantes lá localizados para podermos entrar.

Em uma delas, felizmente ao tentarmos perceber o que era necessário os guardas desistiram de nos compreender e deixaram-nos entrar 🙂

 

 

Agosto 2016: dia 10, últimos cartuchos por verdon

Amanhã vamos abandonar as gorges do Gerson e como tal hoje foi dia de ver o que faltava.

Especialmente a bela moustiers-sant-marie , fazer o percurso de carro pela “rive gouche” e dar a última volta de kayak por aqui.

Total distance: 4308 m
Max elevation: 563 m
Min elevation: 476 m
Total climbing: 404 m
Total descent: -402 m
Average speed: 11.49 min/km
Total time: 00:54:15
Download file: Lac%20de%20Saint%20Croix.gpx

Amanhã novos cenários nos aguardam.

 

 

 

 

 

 

Agosto 2016, dia 9: canyoning em Saint aubain

Hoje rumámos a Saint aubain  para fazer o canyoning “tres aquatic” que marcamos antes de ontem quando andámos à fazer reconhecimento nesta zona.

Éramos um grupo pequeno, quatro clientes mais o guia, número que facilita a progressão no rio.

Não se pode dizer que o nosso portfólio de canyons descidos seja muito grande por isso o facto de este ter sido o melhor que alguma vez fizemos, vale o que vale.

E como não há palavras que descrevam a maravilha que é estar dentro de um rio como está, segue dose extra de fotos.

No fim de dose ainda ficámos por ali a tomar uns banhos e ver outros grupos a entrar no canyon.

Da parte da tarde fomos ver o lago de castillon, o último que nos faltava e ainda fizemos a route dês cretes que começa e acaba em lá palud dur verdon que se faz de carro e percorre muito mais acima o percurso pedestre que fiz ontem.

TODAS AS FOTO AQUI


  

sejamos ridículos!