Açores: Dia 10, Lagoas e Touradas

NOTA: Antes de escrever este texto um dos inúmeros mergulhos na poça branca ia correndo mal. Um conjunto de ondas galgou as rochas que rodeiam a poça e, apesar de nao ter corrido mal para nós, deu banho ao meu telemovel que ficou morto o resto das férias. Logo, este texto já foi escrito em casa com a memória já desvanecida.

Hoje foi dia de lagoas no alto da ilha. A “cordilheira” no centro da ilha tem inúmeras  lagoas não especialmente interessantes, mas a paisagem no geral é muito gira e vale bem a pena passar lá por cima e ver as vistas .. e as vacas.
Entrámos por Oeste, e seguimos para Este sempre pelo cume com paisagens cada vez mais espetaculares, estradas cada vez piores e cada vez menos gasolina no tanque. A ideia era descer pelo lado Este mas a estrada estava a piorar bastante e a descer a pico. Se acabasse a estrada e tivéssemos de voltar atrás não sei se haveria gasóleo. 
Felizmente a estrada não acabou e fomos dar mesmo a Terras, a aldeia onde íamos ver uma tourada à corda.
Carro estacionado, entrámos pela sede adentro a ver o que se passava e fomos convidados para comer. Pareceu-me que aquilo era só para o pessoal da casa, mas como entrámos passámos a ser da casa. Comemos e bebemos sem nada pagar e saímos para encontrar um muro alto para ver os touros.
Arranjamos um belo spot num muro com 3 metros de altura mesmo em frente aos mini-currais-transportáveis/jaulas onde estavam os touros.
Lá estivemos um par de horas a ver touro atrás de touro a ser libertado e obrigado a andar ali a ser maltratado pelo público. Maltratado sim; pontapés, chapeladas, cerveja para cima, enfim valia tudo. Mas isto só da parte do público, quem estava nas ruas a rabear o touro tinha mais respeito e limitava-se a “brincar” com eles.
Mas há que reconhecer que aquilo é um massacre para os touros, estão uma ou duas horas na jaula, saem e tentam fugir dali. basicamente só querem correr dali para fora. Correm para um lado da rua, puxam-nos de volta, correm para o outro, puxam-nos de volta… no fim, estão de rastos, completamente ofegantes, quase sem se aguentar em pé e são colocados de volta na jaula onde têm de aguentar mais umas horas.
Não é bonito de se ver…
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