Bruxelas : Dez 2008

Diário

Bruxelas : dia 1, 10h

Primeiras impressoes : fantastico.

O hotel ‘e bom qb e como previsto fica perto de tudo.
Tem tambem, inumeras salas de conferencias, o que transformou o nosso
pequeno almoco numa verdadeira torre de babel.
Estou agora na grand place, tendo ja’ passado por inumeros
cervejodromos e chocolatrodomos. Tambem passei pelo moço que micta e
dois padres ortodoxos.

Porreiro, pa’!

Bruxelas : dia 1, 18h

Ora ca’ estamos no’s a tratar de experimentar um dos produtos
reprensentativos da Belgica : a cerveja.
Ao almoco nao correu muito bem, mas estas do lanche no famoso ‘Morte
Subite’ sao do melhor. Especialmente a Westmalle que entra
directamente para o meu Top 5.

Tambem ja’ trat’amos de outro icone belga, a BD. Fomos aos museu
respectivo que nao e’ nada de extraordinario, mas da loja ja’ nao se
pode dizer o mesmo. Toneladas de Bds que me faltam para acabar algumas
colecoes e muita coisa nova com bom aspecto.

Entrementes visita’mos o local onde se decide se podemos ou nao comer
morcela entre outro locais semi-interessantes.

Bruxelas : Dia 1, 23h00

Ora bem, ja’ trata’mos do produto belga que nos faltava, o chocolate,
e nao e’ que o raio do chocolate e’ bom.
Ja’ tinhamos visto lojas gourmet em algumas cidades, mas aqui e’ um
exagero. Tantas que ate’ chateia. No’ la’ vamos provando, um aqui.. Um
ali.

Nesta altura do ano, a Grand Place tem montado um espectaculo de luz
muito simpatico e agradavel ao olho.

Quanto a chop chop tambem nao se esta mal, se taparmos a boca ‘a
carteira e nao a deixar-mos queixar-se. Fomos jantar a um dos trilioes
de restaurantes com aspecto simpatico de Bruxelas e concluimos que nao
podemos ir embora sem os experimentar-mos todos! Por isso, ate’ para
ano que vem… Ou o outro.

Bruxelas : Dia 2, 11h00

Estamos neste momento a caminho de Bruges, que e’, segundo consta, uma
das cidades mais visitada da Belgica.
Bruges e’ conhecida por ‘Veneza do Norte’ por tambem ter muitos Italianos.
Alem disso tem inumeros canais com as casas, antigas e jeitosas,
praticamente dentro de agua o que me faz lembrar outra cidade, mas
neste momento nao estou a ver qual.

Na volta para Bruxelas vamos tentar passar por Ghent, outra
cidadezinha simpatica com canais e casario antigo.

Bruxelas : Dia 2, 18h00

De volta ‘a cerveja, desta vez em Gent.
As eleitas, escolhidas pelo empregado, foram a Gentse Tripel e a St. Bernardus.
O bar onde estamos tambe e’ for a de serie. Todo forrado com aquelas
bugigangas sujas e pirosas que se tivessemos em casa deita’vamos for a
mas que ficam sempre bem num bar escuro. Gosto principalmente dos
bonecos sebentos!

Gent e’ for a de serie, e ate’ ao momento a mais bacana das cidades
que visita’mos.

Bruxelas : Dia 3, 10h00

Terceiro dia e as pernas ja’ cedem e os ouvidos tambem, nao ha’ quem
aguente ouvir espanhol durante 3 dias seguidos.
Pois e’, os turistas espanhois decidiram vir TODOS passar ferias a bruxelhas.

Por falar em Bruxelas, que raio tem estes gajos contra a Internet? A
Internet movel funciona mal, locais com WIFI gratuito, so’ encontrei
2. Um nao e’ compativel com o PDA e outro esta’ tao bloqueado com
medidas de seguran,ca que nao deixa fazer quase nada. Que saudades das
cidades portuguesas…

Bem, ca’ vamos no’s a caminho de Antuerpia o ultimo destino que falta
visitar e que suponho nao deve ser muito diferente de Bruges ou Gent.
Cidades anfibias com alguns palacetes e casario antigo de tijolo de
burro num estilo arquitectonico estranho para no’s. A isto adicionamos
chocolates e cerveja qb e temos umas cidades muito simpaticas para
passar umas horas.
O plano de passar um dia em Bruxelas outro em Bruges e Gent e o
terceiro em Antuerpia tem corrido bastante bem com tempo suficiente
para ver o suficiente.

Posso ainda acrescentar que existem inumeros mini-mercados, geridos
por paquistaneses/indianios abertos fora de horas e que dao muito
jeito e que a comunidade mulçumana e’ bastante grande… pelo menos a
feminina porque a masculina e’ mais dificil de identificar.

Bruxelas : dia 3, 14h00

Barbair winter bok, Tripel Karmeliet e Grimbergen (deixei o empregado
escolher e tramei-me) foram as primeiras do dia no bar “De Groote
Witte Arend”. Antuerpia e’ bacana… Mas isso nao interessa muito, a
cerveja e’ boa, o resto que se lixe 😉

E Antuerpia tem wifi gratuito em alguns bares. Porreiro pa’!

Bruxelas : Dia 3, 18h00

Troubadour obscuro, foi a cerveja da tarde bebida no ‘Pelgrom’ em
Antuerpia, bar subterraneo recomendado pelo Matias.

Segundo uma Antuerpitiana, o dialecto do Flamengo falado em Antuerpia
tem algumas palavras espanholas trazidas pelos ditos cujos durante a
“ocupacao” que fizeram desta zona da Belgica. Ela propria, a
Antuerpitiana, acha que tem espanhois na familia. Isto explica a
afluencia de Espanhois por aqui.

Par quem nao sabe, a belgica divide-se em duas partes distintas, uma
fala Frances e a outra fala Flamengo uma “variante” do Holandes. Nao
demos por nada, mas segundo consta nao se dao uns com os outros nem ‘a
lei da bala.
Nao deixa de ser curioso que o pais que alberga a cidade considerada
capital da Europa tenha problemas graves de nacionalismo… Ce la vi,
como dizem os franceses.

Bélgica : Capítulo Final

A Bélgica foi-se e apesar de não ter ser sido dos sitios mais fantásticos onde estivemos, vale definitivamente a visita.

É a par com Praga a cidade com mais bares e restaurantes em edificios antigos que me lembro de visitar, o que para mim é das coisas que mais gozo dá visitar.

Claro que estes edificios em si, não são suficientes, há que rechea-los bem, e na Bélgica não há dúvidas que estão bem recheados. A única refeição digna desse nome que comemos estava suberba e a cerveja é fora de série, especialmente as cervejas trapistas das quais fiquei grande fã.

A cerveja é provavelmente o produto mais representativo da Bélgica e segundo consta há mais de 700 cervejas diferentes (outros falam em 3000) e infelizmente e apesar de nos esforçarmos muito não as conseguimos provar todas. Além da cerveja os chocolates e as bandas desenhadas são outros icones Belgas. As chocolaterias são mais que muitas e quase todas em versão gourmet, ou seja, nada de tascos para venda em massa.

Quanto a BDs, é o paraiso: Há paredes de prédios pintadas com personagens de BD, um museu de BD, lojas fantásticas e até, vejam lá, há pessoas a ler banda desenhada no metro. Só me faltou ver alguem a almoçar e a ler BD ao mesmo tempo para tirar uma foto e puder demonstrar aos Portugueses que eu não sou a única pessoa a BD-Almoçar 🙂

Visitámos Bruxelas, Antuérpia, Bruges e Gent que são todas jeitosinhas, mas se tiver que escolher uma, escolho Gent que foi a que me encheu mais o olho. Claro que BRuxelas, devido ao tamanho, tem muito mais que ver.

E pronto, está feito. Faltam só os pormenores soltos que me chamaram a atenção:

– A falta de protecção visual dos urinois é desconcertante. Ficam sempre expostos ao olhar de quem está fora da casa de banho, inclusivé havia um bar que tinha a casa de banho ao lado da entrada com, claro, os urinois perfeitamente visiveis. Porreiro pá!

– A quantidade de muçulmanos é fora de série, segundo li, são 4% da população maioritariamente Marroquinos e Turcos. É curioso, principalmente porque a Bélgica nunca teve colónias muçulmanas.

Bélgica : Anexo A – As mulçumanas jeitosas

OOooopss, tinha-me esquecido deste pormenor:

Segundo Maomé e companhia as raparigas/mulheres devem andar devidamente cobertas e com o cabelo completamente tapado para não serem cobiçadas, mais coisa menos coisa.

Pois é, está na altura de reverem a “lei” que isso não funciona. Vimos em Bruxelas duas raparigas mulçumanas completamente cobertas, só com o rosto visivel, mas que não deixaxam de ser …. hhmmmm…. boas? giras? tendadoras? por aí algures. Para começar, ao invés de terem lenços a tapar a cabeça, tinham uma espécie de passa-montanha, de licra ou semelhante, muito justo que dava um bar bastante sexy, além disso estavam muito bem maquiadas, com brincos, colares e outras bujigangas. Finalmente, apesar de completamente tapadas, estavam bem vestidas, por exemplo, com botas altas e saias até às botas.

Enfim, é a desgraça completa para as leis parvas inventadas à 1500 anos e que ainda há quem pense que fazem sentido hoje em dia.

Fotos
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Cláudio nas Nuvens