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Campeonatos de Orientação de Espanha

Esta primavera tem sido fértil em prova inesquecíveis.

Em Abril tivemos os campeonatos de Espanha de Orientação na serra de Madrid. Nós já tínhamos lá passado de raspão, mas desta vez fizemos uma visita digna desse nome. As provas desenrolaram-se em montanha com uma arena acima dos 1.000 metros e com as provas ainda mais alto. Qual a vantagem disso, podem perguntar?

Paisagens maravilhosas é o que é. Eu gosto de montanhas, gosto mais de montanhas do que de orientação ou de trail ou de canyoning. O que me leva a essas actividades é a paisagem de montanha. Orientação em pinhal? seca! Trail sem altos e baixos? Aborrecido! Canyoning em rios sem blocos de granito à volta? banhito…

As provas valeram as 6 horas de viagem, especialmente a longa. É uma distância que não gosto muito porque se passa muito tempo a apanhar seca entre pontos de controlo, mas aqui, nada disso. A paisagem era brutal e as pernadas longas faziam-se com o gosto de quem faz um belo trail. Maravilhoso.

Uma coisa é certa, depois de uma prova num local deste a minha vontade de fazer orientação em terrenos “normais” ainda muito por baixo. Elevam as expectativas à malta e depois é uma chatice!

Total distance: 6846 m
Max elevation: 1557 m
Min elevation: 1171 m
Total climbing: 190 m
Total descent: -491 m
Average speed: 11.51 min/km
Total Time: 01:31:25
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Além disso ainda demos umas voltas por lá especialmente pelo Valle de Lozoya onde fica Rascafria, bela terrinha de montanha com as suas maravilhosas tapas.

Também deu para fazer uma caminhada até os 2.000 metros junto a um rico de água limpinha de morrer. Não, enganei-me, de morrer era a temperatura :-/

A minha ideia era chegar à Cabeça de Hierro Menor ou à Cabeça de Hierro Mayor mas ainda havia muita neve, eu estava de sandálias de rio e das poucas passadas que tentei na neve fiquei enterrado até ao joelho com o risco de haver um buraco por baixo e a coisa correr bastante mal. Por isso dei-me por contente por fotografar o topo e voltei para trás.

Total distance: 6749 m
Max elevation: 1999 m
Min elevation: 1786 m
Total climbing: 424 m
Total descent: -425 m
Average speed: 16.34 min/km
Total Time: 02:23:10
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Agosto 2016, dia 13: as calanques a partir do mar

A única maneira de ver bem as calanques é a partir do mar, por isso hoje, eu e a João colocámos o kayak ao mar para as percorrer.

Fizemos desde a calangue de portmiou até à calanque de morgiou e volta, num total de mais de 15 quilómetros e cerca de seis horas de pagaiada. Pelo caminho parámos no paraíso, também conhecido como Calanque d’en Vau onde almoçámos o nosso farnel e mandámos uns valentes mergulhos. Fomos ainda à gruta azul, uma gruta aquática. grande mas com uma entrada que só dá para entrar a nadar e onde o mar tem uma cor de um azul impressionante.

(gps só de ida que foi até onde a bateria aguentou)

Total distance: 7934 m
Max elevation: 61 m
Min elevation: 1 m
Total climbing: 176 m
Total descent: -179 m
Average speed: 14.33 min/km
Total Time: 02:04:45
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Agosto 2016, dia 12: calangues por terra

As calangues são uma série de enseadas, muitas com praias ao fundo, entre Cassis e Marselha. Como estão num parque nacional o acesso a elas é altamente condicionado. A maior parte  só dá para aceder a pé. Como tal hoje, levantei-me bem cedo para fazer caminhada pela costa e dar uma vista de olhos às ditas cujas.

Pode parecer fácil passear junto à costa, mas não é, pois cheira-me que isso ainda tem toques dia Alpes.

Após cerca de meia hora de caminhada cheio a uma calangue que conhecia de visita anterior. Mais uma hora e uma descida digna de um bom trail técnico e chego, julgo que não me engano, ao paraíso. Desde chegar ao paraíso e estar lá a tomar banho devem ter passado dez segundos tal foi a velocidade com que me fiz ao mar.

Meia hora depois retomei a caminhada, mas já sem grande ânimo. Depois daquilo não valia a pena ver mais nada. Decidi ir até à estrada principal e telefonar à João para me ir buscar. Foi mais uma hora de caminhada sob sol abrasador onde me cruzei com inúmeras pessoas que se dirigiam à praia. O que se faz por uma boa praia!

Total distance: 11675 m
Max elevation: 260 m
Min elevation: 1 m
Total climbing: 871 m
Total descent: -686 m
Average speed: 12.30 min/km
Total Time: 02:50:40
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O resto do dia passámo-lo de carro a tentar visitar calangues, o que não foi fácil porque mesmo as calangues que se podem aceder de carro são altamente controladas e para entrar é preciso ter autorização de um dos restaurantes lá localizados para podermos entrar.

Em uma delas, felizmente ao tentarmos perceber o que era necessário os guardas desistiram de nos compreender e deixaram-nos entrar 🙂

 

 

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Agosto 2016: dia 10, últimos cartuchos por verdon

Amanhã vamos abandonar as gorges do Gerson e como tal hoje foi dia de ver o que faltava.

Especialmente a bela moustiers-sant-marie , fazer o percurso de carro pela “rive gouche” e dar a última volta de kayak por aqui.

Total distance: 4308 m
Max elevation: 563 m
Min elevation: 476 m
Total climbing: 404 m
Total descent: -402 m
Average speed: 11.49 min/km
Total Time: 00:54:15
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Amanhã novos cenários nos aguardam.

 

 

 

 

 

 

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Agosto 2016, dia 9: canyoning em Saint aubain

Hoje rumámos a Saint aubain  para fazer o canyoning “tres aquatic” que marcamos antes de ontem quando andámos à fazer reconhecimento nesta zona.

Éramos um grupo pequeno, quatro clientes mais o guia, número que facilita a progressão no rio.

Não se pode dizer que o nosso portfólio de canyons descidos seja muito grande por isso o facto de este ter sido o melhor que alguma vez fizemos, vale o que vale.

E como não há palavras que descrevam a maravilha que é estar dentro de um rio como está, segue dose extra de fotos.

No fim de dose ainda ficámos por ali a tomar uns banhos e ver outros grupos a entrar no canyon.

Da parte da tarde fomos ver o lago de castillon, o último que nos faltava e ainda fizemos a route dês cretes que começa e acaba em lá palud dur verdon que se faz de carro e percorre muito mais acima o percurso pedestre que fiz ontem.

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Agosto 2016: dia 8; sentier blanc-martel

Hoje foi dia de caminhada. O sentier blanc-martel é o percurso mais famoso por estas bandas, mas não é circular e como a João não ia fazer, viemos cá ontem espreitar os locais de acesso para combinarmos a estratégia. Felizmente há um campismo a três quilómetros do fim do percurso e ficou combinado a João largar-me na partida e esperar por mim no campismo.

O percurso começa em chalet de maline percorre o gorges du verdon durante catorze quilómetros e acaba no point sublime.

Durante o percurso há alguns desvios que vale a pena ver como é o caso de uma ponte quê leva a outro percurso ou a “la mescla” onde o rio faz um fundão maravilhoso para tomar banho.

Desvios incluídos e ainda um troço em que me enganei no caminho, a brincadeira ficou por 24 quilómetros (corrigi o track de gps tirando pontos parvos e ficou nos 16 quilometros) mais os três para o campismo. Uma verdadeira tareia.

Total distance: 16539 m
Max elevation: 926 m
Min elevation: 541 m
Total climbing: 1222 m
Total descent: -1316 m
Average speed: 12.05 min/km
Total Time: 05:01:58
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Agosto 2016: dia 7, gorges du verdon II

Hoje voltámos a navegar no verdon. Desta vez fizemos o prato principal, o troço que fica abaixo da central eléctrica do crux_du_verdon .

Total distance: 6295 m
Max elevation: 472 m
Min elevation: 399 m
Total climbing: 204 m
Total descent: -207 m
Average speed: 14.01 min/km
Total Time: 01:37:50
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Inicialmente não parece nada de extraordinário apesar de ser menos largo que o troço que fizemos ontem, o que lhe dá um ar especial. Mas à medida que vamos avançado, vai ficando cada vez mais húmido e com mais vegetação até que chega ao ponto em que as paredes de rocha estão completamente cobertas com vegetação e a água escorre abundantemente chegando a formar pequenas quedas de água sob as quais se pode passar com o kayak. Se não soubesse diria que era algures numa selva sul americana.

Mas se este foi o momento alto do dia, não foi o único. Antes, e para descansar das pagaiadas do dia anterior fizemos um tour de carro pela região. Não só para ver as vistas, mas também para preparar as actividades para os próximos dois dias. Verdade, a diversão exige algum trabalho. É preciso conhecer a região e o que vamos fazer, onde, como e com quem.
Enfim, uma trabalheira :p, amanhã e depois vão ver do que falo.

No meio disto tudo ficou para ver mais tarde uma pequena vila enfiada numa montanha que à hora que lá passámos tinha demasiados turistas e os vários parques estavam, ou cheios ou desmaiado longe para nós apetecer lá estacionar.

Além disso, descobrimos que o fillet mignon fumado que vai muito bem com a bela baguete.

 

 

 

 

 

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Agosto 2016: dia 6, gorges du verdon

Hoje chegámos finalmente a um dos objectivos da viagem, as gorges du verdon.

A primeira paragem foi em esparron-du-verdon , uma bela vila na encosta que cai directamente nas transparentes águas do verdon onde tomámos um belo banho.

Depois seguimos para quinson  onde o belo canyon que se abria à nossa frente não nos deixou alternativa é sacámos do kayak para dar uma volta. Foram oito quilómetros (algumas milhas náuticas) sempre num rio com poucas dezenas de meios de largura, paredes de rochas de ambos os lados e água de uma transparência impressionante.

Total distance: 8176 m
Max elevation: 455 m
Min elevation: 354 m
Total climbing: 296 m
Total descent: -296 m
Average speed: 15.15 min/km
Total Time: 02:18:40
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Apesar das largas dezenas de outros kayaks e embarcações eléctricas, não houve acidentes.

E ao que consta esta não é a melhor zona do rio para andar de kayak. Melhor não parece possível, mas cá estamos para verificar.

Depois ainda houve tempo para uma caminhada ao longo do rio que culminou em mergulhos e saltos para a água.

No fim do dia rumámos a saint-creux-du-verdon onde passámos a noite.

 

 

 

 

 

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Agosto 2016, dia 5: a les amies

Hoje foi dia de rever amigos. O Raoul e o Michael foram dos primeiros Couchsurfers que recebemos, já lá vão 9 anos.

Já os tínhamos visitado da última vez que por aqui passámos, mas também há um tempo valente.

Foi óptimo reencontrá-los de boa saúde e bem dispostos como sempre. Ainda por cima tivemos direito a um almoço tailandês cozinhado por uma nova amiga cujo nome não sei escrever…

C’est trés bon d’embrasser lés amies de temps en temps!

 

 

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