BTT Gralheira : Ago 2009

Diário

Dia 1

Deixei o parque  de campismo do Pisão por volta das 10h armado de tenda, saco-cama, colchão, roupa e cenas afins em direcção ao parque de campismo da Fraguinha que para quem não sabe, fica bem lá em cima no topo da serra da Arada.

Foram uns “fantásticos” 650 metros de desnivel pela subida antiga através da serra de São Macário até lá obrigando-me a empurrar a bicicleta pelço menos 20 por cento do caminho – para a próxima fica em casa!

Foi uma viagem sem grande estória – sempre a subir- e o mesmo se pode dizer do topo da serra. O parque de campismo, apesar de ter uma excelentes instalações, não tem Internet, não tem televisão, não tem (quase) comida, não tem movimento, enfim, quase uma seca.

Fui obrigado a ir ver o Sporting empatar na única “taberna” da Coelheira e obrigar os desgraçados dos velhotes a manterem a taberna aberta só para mim até final do jogo 🙂

Dia 2

Dia de descida. A ideia era seguir para o campismo da Mizarela, mas fiquei um bocadito enjoado de não se passar nada no topo da serra e decidi voltar para baixo e ir para outras freguesias.

A descida é simples, é apanhar a estrada nova que vai direito a Santa Cruz da Trapa e ao respectivo almoço. Mas eu tinha outros planos e que acabaram por se revelar, no miínimo, interessantes.

Assim, a meio da descida na aldeia de Landeira apanhei um caminho que me levou ao outro lado do vale até à aldeia de Dianteiro algumas centenas de metros acima do poço azul onde pretendia mandar uns mergulhos e descançar um bocado.

A emoção começou em Landeira com o tal caminho, lindo para descer a pé, porreiro para empurrar uma bicicleta, mau para empurrar uma bicicleta carregada e com uma mochila às costas. Após uma boa meia hora de descida cheguei ao fundo do vale onde se encontram algumas construções modernas um bocado perdidas no meio do nada. Paragem na ponte para apreciar o ribeiro que corre no fundo do rio e siga a marcha! Siga, mas não muito que duzentos metros à frente dou por falta do GPS que por descuido tinha ficado mal preso. Segue para trás, em marcha rápida e nada; volta e nada e vão duas e vão três passsagens e nada do raio do GPS que além de custar dinheiro tinha marcado o percurso desde o início do dia 1. Segue mais uma passagem a dar pontapés nas ervas todas que ele não pode ter ido longe… e não tinha. Lá estava ele debaixo de um monte de ervas mais frondoso – lindo menino!

Segue que agora sobe… sobe? não devia. O caminho que eu queria – e que não existia porque estava a ver mal o mapa – era junto ao rio, volta a trás e entra no dito caminho – que tambem vinha no mapa, mas era outro sem saida.

Buraco escondido, Cláudio a voar por cima da bicicleta e estatelado no chão. Nada de grave, tudo inteiro, embora. O caminho começa a ficar mau, o material não se mantem em cima da bicicleta, está calor, estou cansando, degraus, pedras, sobe, desce e fim de caminho junto a uma casa perdida no meio do nada. Porra, voltar atrás não me apetece. Dou a volta à casa para descobrir que a casa não fica junto a nenhuma estrada, só a mais maus caminhos A SUBIR. Raios partam! Entretanto uma mosca descobre o que eu não tinha visto : sangue a escorrer pela perna. OK! Pára tudo, regra de ouro, em momentos de stress : Pára tudo!

Sombra, água, comida, ferida limpa e desinfectada e estou pronto para pensar. Volto a subir o caminho junto à casa e desta vez afasto-me mais – para aí uns 50 metros – para ir parar à estrada onde tinha decidido voltar atrás para me meter neste belo caminho sem fim… porreiro pá!

Agarrar a bicicleta, subir o caminho e entrar na estrada  – de terra batida – sempre a DESCER até Dianteiro onde finalmente voltei a ver alcatrão.

Daí até ao poço azul onde me vinguei – três mergulhos por cada malvadez que me aconteceu – até ser hora de almoço. Agarra a bicicleta e sempre a rolar até Santa Cruz da Trapa comer um belo bife à cortador acompanhado por uma – duas, aliás – caneca(s) de vinho verde.

Dorme, pedala até Carvalhal, dorme mais um bocado, que não se passa pelo Carvalhal sem dormir debaixo dos carvalhos e pedala até ao BioParque a tempo de ir para a piscina vingar o corpo maltratado.

O saldo foi positivo. Foi a minha primeira tentativa de passeio de bicicleta em autonomia e para primeiro correu bastante bem.  A tenda Coleman é fabulosa : pequena, fácil de montar e …verde. No entanto acho que fui muito carregado, para a próxima tenho de avaliar melhor o que levar.

Fotos

Mapa

Total distance: 40706 m
Max elevation: 1116 m
Min elevation: 382 m
Total climbing: 1641 m
Total descent: -1649 m
Average speed: 4.31 min/km
Total Time: 06:24:10
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Cláudio nas Nuvens