Category Archives: Religião

Aperfeiçoamento Filosófico do dia : Deus

Deus é a desculpa fácil às perguntas para as quais não temos uma resposta boa e é consequência da nossa dificuldade em aceitar a resposta “não sei”.

A minha teoria anterior dizia que “Deus é a resposta fácil…”, mas parece-me um exagero. Uma resposta, mesmo fácil, tem de ter algum sentido, alguma verdade por mais pequena ou incompleta que seja.

Por Exemplo:

Pergunta:
Pai, de onde vêm os bébés?

Resposta Fácil:
Quando um homem e uma mulher gostam muito um do outro,  o homem mete uma semente na barriga da mãe.

Desculpa Fácil: 
Vêm de Paris trazidos por uma cegonha.

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JCN e o Natal

João César das Neves escreveu no DN um conto de Natal que só lembra ao Diabo.

Podem ler aqui e aqui. Em resposta enviei ao DN o seguinte e-mail:

Já não nos bastava termos os políticos a enfiarem-nos a austeridade pela goela abaixo enquanto nos tentam convencer que a culpa do estado da economia é nossa e o caminho por onde nos querem levar é para nosso bem. Pelo vistos, temos também de aturar os religiosos a dizerem-nos que não só devemos aceitar este caminho, mas que o devemos fazer  caladinhos e até ficarmos agradecidos por podermos mostrar o nosso valor nesta dura provação. Não há nada mais hipócrita que vir, de barriga cheia, dizer a quem vai passar fome, que deve aceitar esse fardo (como um burro carrega o seu) que isso o levará ao céu. Pensei que já nos tínhamos visto livre deste discurso há uns séculos atrás, mas pelos vistos está de volta e como não podia deixar de ser pela mão de João César das Neves que no seu conto de Natal em forma de evangelho da desgraça divide as pessoas entre “grandes apóstolos, os mártires heróicos, pastores atentos, doutores sublimes, virgens puras, santos incomparáveis” e nós, as pessoas normais, aliás os burros. É um texto medonho, sem qualquer respeito pela igualdade entre as pessoas, uma memória de tempos passados e que não traz nada de bom. Ler os textos de JCN e ouvir Ratzinger apelar à humildade dentro das suas vestes douradas é uma amostra da sua visão distorcida do mundo: eles de barriga cheia com direito automático ao céu por serem doutores, e nós, os burros, que temos direito ao céu se aceitarmos caladinhos o que nos querem impor. Esta conversa da treta funcionou em tempos quando os “doutores” conseguiam manter as pessoas analfabetas, não funcionará agora.

Como estava com a mão na massa respondi também a esta crónica do Anselmo Borges:

Publicado muito ligeiramente modificado abreviado na secção de leitores do DN em 30/12/2011

É hilariante ver Anselmo Borges, um representante de uma religião que dominou o mundo durante séculos usando como arma a interpretação tendenciosa e interesseira de um conjunto de textos de ficção, vir-se queixar de José Rodrigues dos Santos fazer o mesmo. Os estudiosos da bíblia sabem perfeitamente que a esmagadora maioria da bíblia é ficção. Sabem que quem escreveu a bíblia nunca conheceu Jesus o que torna as suas histórias, e até a existência de Jesus, muito provavelmente falsas. Sabem, mas não se preocupam, o que interessa é os crentes não saibam. Não lhes interessada se os textos são falsos ou verdadeiros, basta-lhe que os crentes acreditem. e sempre  que sai a publico informação que coloca as pessoas a duvidar, ficam histéricos e reagem dizendo “…mas isso não é novidade nenhuma”. Sinceramente, já não há paciência para tanta hipocrisia e falsidade.

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As deculpas de JCN

E-mail enviado ao DN em resposta à “Santa Vergonha” do Sr. Neves:

João César das Neves sofre de uma perturbação psicologia chamada dissonância cognitiva que consiste em alterar ou menosprezar os factos quando estes não batem certo com a nossa crença. 

Não só vai ao ridículo de catalogar a inquisição de benevolente para a época, de culpar os turcos pelas cruzadas como ainda tem o descaramento de considerar que as acusações à Igreja (inclusive as de pedofilia) apesar de verdadeiras, são descabidas e injustas!
É absolutamente espantoso que o homem que anos atrás “condenou” a homossexualidade ao inventar uma ligação directa entre esta e a pedofilia, venha agora desculpar a Igreja desse mesmo crime.
Sr. Neves, para quando uma crónica a criticar a Igreja e o Sr Ratzinger pelo vergonhoso comportamento de ocultação dos crimes de pedofilia cometidos dentro dessa “sagrada” instituição? Ou acha mesmo que existe desculpa para esse.s actos? 
Não sei se a hipocrisia é pecado, mas é definitivamente um sentimento “pouco católico”.

 

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Fundamentalismo Religioso

E-mail enviado ao DN em resposta à homilia do Sr. Neves:

Na sua crónica e referindo-se a quem durante a 1ª republica  defendeu a separação da igreja e do estado, consegue fazer o feito reservado aos mais fundamentalistas de em um único fôlego enumerar 9 insultos seguidos e a inevitável comparação “com o que os nazis farão aos judeus”.

Pelo meio ainda consegue dizer que “esta era a opinião obsessivamente repetida por múltiplos intelectuais, contagiando o povo pela imprensa.”
Ler isto escrito pela mão de  quem obsessivamente semana após semana ataca com ódio evidente quem não acha que deus é todo poderoso e a Igreja Católica o seu digno e único representante é absolutamente hilariante.

Será possível que este senhor que se diz seguidor de um deus bondoso não perceba o ridículo a que se expõe?
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A hipocrisia da moral

E-mail enviado ao DN em resposta à homilia do Sr. Neves:

“João César das Neves meteu-se em problemas há alguns anos ao estabelecer uma relação causa e efeito entre a homossexualidade e a pedofilia. Pelo vistos tornou-se mais cuidadoso, agora ao estabelecer uma relação semelhante entre a homossexualidade e o homicídio fá-lo discretamente; “Quando surgem as tragédias, inevitáveis em estilos de vida desviantes…”.  Refere-se claro ao homicídio de Carlos Castro, mas nunca o menciona.

A defesa da moral e bons costumes é um exercício difícil de exercer sem cair na hipocrisia, e ao atacar semana após semana  e até à exaustão os “estilos de vida desviantes” sem nunca exercer semelhantes exercícios entre “celibato/pedofilia”, “família tradicional/violência domestica” ou até “família tradicional/pai que vai à missa/incesto”, João César das Neves demonstra não ter a estatura moral necessária para o fazer.

Quer a Igreja Católica queira, quer não, os problemas existem (e sempre vão existir) em todos os estilos de vida, tentar atirar as culpas para os estilos de vida que não aprova faz com continue a ser parte do problema e não da solução.
Segundo ouvi dizer, Jesus pregava a tolerância. Porque é que a Igreja Católica, que se diz sua representante, não o faz também?”
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O Senhor Arrogância

O “amigo” Mourinho consegue ser mais arrogante (como é possivel???) do que eu pensava. Não é que o “gajo” acha-se escolhido por deus?

Tirado de uma entrevista ao 70×7, um programa patrocinado por uma religião que diz que o orgulho é um dos 7 pecados mortais:

Eu digo sempre: Ele lá em cima apontou para mim e disse tu vais ser um dos talentosos naquela área. E assim foi”, afirmou Mourinho.

“Sem ser aquele praticante profundo – que não o sou ou por personalidade ou pelo próprio estilo de vida que acabo por ter – acredito muito que ele está e que, da mesma maneira que me escolheu como um dos eleitos, eu tenho também uma missão a cumprir neste mundo”, precisa.

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Olha olha, mais um capítulo da saga “Santa Parvoice”

Diz o caríssimo bispo de Córdoba:

“El “ministro” de la familia en el gobierno del Papa, el cardenal Antonelli,  me comentaba hace pocos días en Zaragoza que la Unesco tiene programado para los próximos 20 años hacer que la mitad de la población mundial sea homosexual”

Tirado da “Homilía de Mons. Demetrio Fernández González, Obispo de Córdoba, en la fiesta de la Sagrada Familia. Catedral de Córdoba, 26 de diciembre de 2010

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Contos e moralidades bacocas

E-mail enviado ao DN em resposta ao “conto de natal” do Sr. Neves:

Os contos e as suas respectivas parábolas, analogias, morais e lições de vida não são espelhos da realidade. São visões distorcidas e parciais da visão que o autor tem sobre o mundo.

No seu ternurento conto de Natal, João Cesar das Neves faz uma analogia entre a crise financeira e a nossa divida com deus. Bonito (especialmente se tirarmos o fundamentalismo mais básico da frase “A única forma verdadeira de viver é numa total e profunda dependência deste Deus que nos dá tudo.”) mas parcial, é claro. Analogia idêntica podia ser feita entre a crise financeira e o “nosso” investimento feito em deus : “Pedro investiu tempo, suor, sangue e dinheiro na sua fé em deus, teve um azar na vida e quando foi pedir dividendos do seu investimento descobriu que deus era virtual (uma espécie de fraude em pirâmide), e não só não obteve dividendos como perdeu todo o seu investimento.”.

Qual dos dois contos está certo? Ambos e nenhum! São Estórias, servem para entreter, mais nada!

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Porque é que o Natal é a 25 de Dezembro

Tirado da Wikipedia (mas lido em muitos outros sitios)

A celebração do Natal Cristão em 25 de dezembro surgiu por paralelo com as solenidades do Deus Mitra, cujo nascimento era comemorado no Solstício (de inverno no hemisfério norte e de verão no hemisfério sul). No calendário romano este solstício acontecia erroneamente no dia 25, em vez de 21 ou 22.

Acontece que a Igreja Católica em contraposição ao culto prestado a Mitra, adotou o mesmo dia para qual seria realizado a comemoração ao nascimento de Jesus Cristo. Era costume da Igreja Católica pegar elementos pagãos para santificá-los, sem que, com isso, tornar-se defeituosa a fé cristã, ou seja, não alterava a essência de suas crenças. Isso tudo para trazer conversões. Diz Cardeal John Henry Newman em referência a outras adoções: “O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, procissões, bênçãos dos campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison [o canto “Senhor, Tende Piedade”], são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.” (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã)

Os romanos comemoravam na madrugada de 24 de dezembro o “Nascimento do Invicto” como alusão do alvorecer de um novo sol, com o nascimento do Menino Mitra.

É muito possível que o cristianismo tenha plagiado também o Mitraísmo aderindo às comemorações no dia 25 de dezembro.

Esta foi a razão que levou algumas vertentes do cristianismo,como por exemplo as Testemunhas de Jeová, a não participarem de festividades natalinas.

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