PostHeaderIcon Crónica no Região de Leiria : Liberdade vs Respeito

Crónica de 13 de Janeiro

O texto desta semana :

Que todos temos direitos e liberdades é do conhecimento geral. O que já não parece ser tão conhecido é que o exercício das nossas liberdades acaba no direito dos outros. É uma regra básica de uma sociedade funcional: é preciso respeitar o direitos dos outros se queremos que eles respeitem os nossos.
Encontrar o equilíbrio entre liberdades de uns e de outros é uma tarefa mais difícil do que parece e depende de bom senso e respeito, bens que parecem estar em falta no mercado.

O comportamento em salas de espectáculos é particularmente complicado. Existe em Leiria mais de uma dúzia de restaurantes de pipocas onde projectam filmes. Apesar de à entrada estar escrito “cinema”, é sabido que nesses espaços há a liberdade de comer, beber, conversar, usar o telemóvel e estar nos “melos”. Tudo liberdades que interferem com o direito das pessoas que pagaram bilhete para ver o filme.
Mas o normal nesses espaços é o exercício dessas liberdades e quem lá vai já sabe o que vai encontrar e só se tem de respeitar e aceitar. Se não lhe agrada a ideia, o melhor é não ir.

Em alternativa, existe uma sala, o Teatro Miguel Franco, onde as pessoas vão para exercer o seu direito de Ver cinema. Será pedir muito que, pelo menos aí, esse direito seja respeitado e que as pessoas abdiquem, durante duas horas, das liberdades que incomodam quem quer Apreciar um espectáculo?

O texto pode ser consultado no Região de Leiria online.

Já agora, podem ouvir o Bruno Nogueira sobre o mesmo assunto :  Cinema no Zoo

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PostHeaderIcon Aperfeiçoamento Filosófico do dia : Deus

Deus é a desculpa fácil às perguntas para as quais não temos uma resposta boa e é consequência da nossa dificuldade em aceitar a resposta “não sei”.

A minha teoria anterior dizia que “Deus é a resposta fácil…”, mas parece-me um exagero. Uma resposta, mesmo fácil, tem de ter algum sentido, alguma verdade por mais pequena ou incompleta que seja.

Por Exemplo:

Pergunta:
Pai, de onde vêm os bébés?

Resposta Fácil:
Quando um homem e uma mulher gostam muito um do outro,  o homem mete uma semente na barriga da mãe.

Desculpa Fácil: 
Vêm de Paris trazidos por uma cegonha.

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PostHeaderIcon Crónica no Região de Leiria : falam, falam…

 

Crónica de 23 de Dezembro

O texto desta semana, em versão completa (sem “censura” imposta pela ditadura do espaço e número de caracteres), mas que é praticamente igual ao publicado,  foi :

“A participação em actividades políticas para além do voto varia substancialmente entre os países europeus. É mais alta na Noruega e Finlândia e menor na Turquia e Portugal.” 

Este parágrafo, tirado do relatório da OCDE “How’s Life? Measuring Well Being” (Como Está a Vida? Medindo o Bem-Estar, OCDE Publishing, 2011), com dados de um inquérito de 2008 feito em 23 países europeus, não traz nada de novo sobre os Portugueses, mas é sempre importante termos as nossas percepções confirmadas por dados empíricos.

São desanimadoras as baixas taxas de participação dos portugueses em relação à média Europeia. Por exemplo,conseguimos um “excelente” último lugar na pergunta “já boicotou algum produto”, com 3,2% a responderem afirmativamente (a média foi de 14,4% e no topo temos a Suécia com 37,3%).
E se vos parece um indicador parvo, desenganem-se! A economia tem muito poder, mais que a política, e por acaso até manda nela. Se há actividade simples que podemos exercer para influenciar o nosso “ecossistema” social/político/económico é boicotar produtos/marcas.

Foi por isso sem surpresa que li no Região de Leiria de 25 de Novembro sobre a baixa participação dos batalhanses na elaboração do orçamento municipal.

Enfim, nada de novo… Os Portugueses falam, falam, mas só quando não vale a pena. Porque quando lhes perguntam alguma coisa, ficam calados.

O texto publicado pode ser consultado no Região de Leiria online.

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PostHeaderIcon JCN e o Natal

João César das Neves escreveu no DN um conto de Natal que só lembra ao Diabo.

Podem ler aqui e aqui. Em resposta enviei ao DN o seguinte e-mail:

Já não nos bastava termos os políticos a enfiarem-nos a austeridade pela goela abaixo enquanto nos tentam convencer que a culpa do estado da economia é nossa e o caminho por onde nos querem levar é para nosso bem. Pelo vistos, temos também de aturar os religiosos a dizerem-nos que não só devemos aceitar este caminho, mas que o devemos fazer  caladinhos e até ficarmos agradecidos por podermos mostrar o nosso valor nesta dura provação. Não há nada mais hipócrita que vir, de barriga cheia, dizer a quem vai passar fome, que deve aceitar esse fardo (como um burro carrega o seu) que isso o levará ao céu. Pensei que já nos tínhamos visto livre deste discurso há uns séculos atrás, mas pelos vistos está de volta e como não podia deixar de ser pela mão de João César das Neves que no seu conto de Natal em forma de evangelho da desgraça divide as pessoas entre “grandes apóstolos, os mártires heróicos, pastores atentos, doutores sublimes, virgens puras, santos incomparáveis” e nós, as pessoas normais, aliás os burros. É um texto medonho, sem qualquer respeito pela igualdade entre as pessoas, uma memória de tempos passados e que não traz nada de bom. Ler os textos de JCN e ouvir Ratzinger apelar à humildade dentro das suas vestes douradas é uma amostra da sua visão distorcida do mundo: eles de barriga cheia com direito automático ao céu por serem doutores, e nós, os burros, que temos direito ao céu se aceitarmos caladinhos o que nos querem impor. Esta conversa da treta funcionou em tempos quando os “doutores” conseguiam manter as pessoas analfabetas, não funcionará agora.

Como estava com a mão na massa respondi também a esta crónica do Anselmo Borges:

Publicado muito ligeiramente modificado abreviado na secção de leitores do DN em 30/12/2011

É hilariante ver Anselmo Borges, um representante de uma religião que dominou o mundo durante séculos usando como arma a interpretação tendenciosa e interesseira de um conjunto de textos de ficção, vir-se queixar de José Rodrigues dos Santos fazer o mesmo. Os estudiosos da bíblia sabem perfeitamente que a esmagadora maioria da bíblia é ficção. Sabem que quem escreveu a bíblia nunca conheceu Jesus o que torna as suas histórias, e até a existência de Jesus, muito provavelmente falsas. Sabem, mas não se preocupam, o que interessa é os crentes não saibam. Não lhes interessada se os textos são falsos ou verdadeiros, basta-lhe que os crentes acreditem. e sempre  que sai a publico informação que coloca as pessoas a duvidar, ficam histéricos e reagem dizendo “…mas isso não é novidade nenhuma”. Sinceramente, já não há paciência para tanta hipocrisia e falsidade.

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PostHeaderIcon Crónica no Região de Leiria : A Morte Anunciada

Crónica de 2 de Dezembro

Quem leu a minha primeira crónica não fique com muitas expectativas, esta está muitos alguns ;)  furos abaixo. Já agora em relação a essa crónica saliento que não é uma crónica contra a riqueza e os bens materiais, mas a favor da cultura, da “rua” e das pequenas coisas. Há uma grande diferença :)

O texto desta semana, em versão completa (sem “censura” imposta pela ditadura do espaço e número de caracteres) foi :

Aproxima-se uma época especial. Após três meses a baixar, o Sol atinge o seu ponto mais baixo no horizonte para voltar a subir. É o solstício de Inverno e para os povos antigos, que obviamente não sabiam astronomia, representava o fim do perigo de o Sol continuar a descer para nunca mais nascer, mergulhando-os numa noite eterna. Desde a antiguidade essa época é, por isso, celebrada como o (re)nascimento do deus Sol e ao longo da história foi incorporado em diversas tradições sob a forma de data de nascimento de deuses, como é o caso de Mitra, Dionísio ou Jesus.

 Os tempos das superstições estão a desaparecer rapidamente, mas o evento continua a ser celebrado de uma maneira especial e única do ano. É a altura em que após um ano a ignorarem os problemas alheios as pessoas são inundadas pelo famoso espírito natalício, tão intenso como efémero. Mas também é altura de sentimentos genuínos, pois é o pretexto por excelência para reencontros familiares, e é celebrado com grandes jantaradas e abundância de lembranças gerando o consumismo, mal-amado por muitos mas inegavelmente ligado a esta época.

 Mas o que é consumismo para uns é sobrevivência para outros. Muitos são os estabelecimentos comerciais que atravessam o ano com dificuldade na esperança de equilibrarem as contas nesta altura do ano. Infelizmente, cada vez mais as pessoas recorrem aos “shoppings”, abandonando o comércio tradicional e os centros das cidades, condenando ambos a uma morte inglória (como já aconteceu na Marinha Grande).

 Evitar esse desfecho é um dos desafios do poder local e não me parece que a opção de cruzar os braços em nome da contenção orçamental seja o caminho a seguir. É nas alturas difíceis que se vêm os grandes decisores e estou certo que muito pode ser feito com criatividade e cooperação entre as partes envolvidas.

O texto publicado pode ser consultado no Região de Leiria online.

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PostHeaderIcon Crónica no Região de Leiria : A fórmula

Fui convidado para fazer uma crónica de opinião no Região de Leiria durante um ano.
O primeiro texto foi publicado no dia 11 de Novembro de 2011.
O texto original teve de ser “censurado” pela ditadura do espaço e número de caracteres, e foi o seguinte:


F=(T/GT)*CG. Para quem não conhece, passo a apresentá-la: trata-se da fórmula da Felicidade e diz que a Felicidade é a relação entre o que se Tem (T) e o que Gostaria de se Ter (GT), ponderada pela nossa Capacidade de (di)Gerir o desequilíbrio dessa relação (CG). Claro que é uma fórmula simples e que não entra em linha de conta com todos os parâmetros existentes. Podíamos, por exemplo, ter em conta a Ambição (A) e ficaríamos com algo como F=((T*A)/(GT*A2))*CG, mas uma teoria geral da Felicidade não cabe nesta crónica e deixo-a como TPC para os mais corajosos.


Podemos dizer que esta fórmula da Felicidade está para uma fórmula geral da Felicidade assim como as leis da gravidade de Newton estão para a teoria da relatividade geral de Einstein. Incompleta, mas a permitir-nos obter algumas das leis fundamentais, por exemplo:


1ª Quanto mais ignorantes formos, mais felizes seremos; afinal, não podemos querer o que não conhecemos. Diminuindo GT, aumentamos F (esta técnica, aplicada com algum sucesso por Salazar, não me parece o caminho a seguir).


2ª Podemos aumentar a nossa Felicidade aumentando o valor que damos ao que temos (T); aumentando T, aumentamos F.


 


Vem esta segunda lei a propósito do que me traz aqui: A REGIÃO DE LEIRA. Umas das zonas de Portugal com melhor qualidade de vida: está perto de Lisboa para uma visita ocasional, se assim quisermos, e não temos o stress de lá morar e trabalhar; está perto da praia e da serra; tem espaços verdes, clima ameno, boas bibliotecas, bons locais de convívio e tem uma oferta cultural excelente para todos os gostos, muitas vezes a preços acessíveis e algumas vezes gratuita.


 


Infelizmente, tirando a praia, parece haver pouca procura do que a região tem para oferecer, o que é uma pena. Os espectáculos ficam às moscas, os museus vazios e as pessoas em casa a ver televisão.


Ahh, mas eu não gosto de teatro/museus/…”. Bem, se calhar nunca experimentou, e se calhar quando experimentou foi com má vontade. Deixe-se disso! Há oferta suficientemente variada para agradar a todos. Além disso, não precisamos de ficar radiantes com tudo o que vemos, mesmo o que não apreciamos há-de deixar alguma marca a que mais cedo ou mais tarde havemos de dar valor.


Ahh, mas eu não tenho tempo…” Deixe-disso! Dou-lhe dois conselhos que a sua mãe não aprovaria: a roupa não precisa de ser TODA passada a ferro e a casa não precisa de ser TODA limpa TODAS as semanas.


Ahhh, isto e aquilo…”. Pois… há desculpas para todos os gostos e se realmente acha que as telenovelas, concursos e reality shows valem o tempo que se lhes dedica, desisto, não há nada a fazer. Mas se, pelo contrário, arriscar sair de casa, frequentar espectáculos, conviver com os amigos e, já agora, falar com desconhecidos descobrirá quão fácil é aumentar T (e consequentemente F). Por isso, saia de casa!

O texto publicado pode ser consultado no Região de Leiria online.
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PostHeaderIcon JCN : pobreza sim, fim dos feriados não.

E-mail enviado ao DN em resposta aos “Limites da Política“ do Sr. Neves:

Só mesmo João César das Neves para nos fazer rir numa altura destas. Cortes de salários, aumentos de impostos, privatizações de serviços essências. Enfim, um sem fim de desgraças que vão levar os Portugueses para níveis de pobreza que muitos de nós nunca conhecemos. 

E no meio disto tudo o que indigna, furiosamente diria eu, JCN? O corte/mudança de  “celebrações comunitárias…com raízes culturais profundas”. conhecendo JCN como conhecemos, é óbvio que sabemos que ele se refere a feriados religiosas.

Empobrecer o país? Tudo bem. impedi-lo de rezar? Ai que horror!
Obrigado JCN por seres a ponta do Icebergue do fundamentalismo religioso em Portugal. Sem ti, ainda corríamos o erro de pensar que estávamos livre dessa praga.
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PostHeaderIcon Carta aberta à DGC : Provável publicidade enganosa da empresa “Club Natura” aos produtos de magnetoterapia

Resumo : A empresa Club Natura vende produtos de magnetoterapia, um suposto tratamento médico que alivia dores e que segundo o próprio site mostra-se de modo geral “eficaz contra todo o tipo de patologias”.
Parece-me que a Club Natura vai longe demais nas suas afirmações e o site e a publicidade (que aparece diariamente no Diário de Notícias) apresentam fortes indícios de publicidade enganosa. Este texto enviado para Direcção Geral do Consumidor e vários meios de comunicação social tem como objectivo chamar a atenção para o exagero que se comete a promover “medicamentos” de efeito duvidoso.
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Nota Prévia : Não sou médico e por isso não tenho autoridade para fazer prova das minhas dúvidas.

Não afirmo nada, deixo a tarefa de comprovar, ou não, as dúvidas que tenho sobre a empresa e respectiva publicidade para a DGS. Não posso no entanto ficar calado enquanto vejo essa empresa publicitar no Diário de Noticias diariamente como “clinicamente comprovado” algo que não me parece ter fundamento.

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carta aberta enviada às seguintes entidades:
Para: Direcção Geral do Consumidor
Com Conhecimento:Diário de Noticias, Publico, Correio da Manhã, TVI, SIC, RTP
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NOTA: Apresento esta “queixa” para que não aconteça o mesmo que aconteceu quando rebentou o “escândalo” com as pulseiras power balance em que a DGS se refugiou na resposta “não recebemos queixas” para nunca ter actuado sobre a empresa (queixa que me apressei a apresentar e da qual apesar de ter recebido uma resposta nunca recebi uma resposta definitiva).
Para que não possam usar a mesma resposta caso aconteça algo semelhante com a “Club Natura” aqui ficam as minhas preocupações sobre a empresa.
PUBLICIDADE NO JORNAL
1. Na publicidade que a empresa coloca no DN, afirma:
Clinicamente comprovado. Numerosos estudos clínicos confirmam que se trata de uma técnica …. que proporciona excelentes resultados para aliviar qualquer tipo de dor
Ao consultarmos o site da empresa encontramos referência a um estudo (http://www.clubnaturasalud.com.pt/magnetoterapia/queEs.php?sec=2&idioma=2) que pode ser lido aqui:
Eu não sou médico mas parece-me que um estudo que não menciona grupo de controlo não tem qualquer espécie de validade, algo que não acontece, por exemplo neste estudo : http://67.131.133.233/pdf/5101/5101JFP_OriginalResearch3.pdf onde é indicado claramente um grupo de controlo tratado com placebos  e cuja conclusão é:
The delivery of a unipolar static magnetic field through a magnetized device directly applied to the point of greatest wrist pain resulted in no significant difference in relief of pain when  compared with an identical placebo device.
Segundo sei, a maioria dos estudos médicos chega à mesma conclusão: que a magnetoterapia tem tanto efeito como tratamentos placebo. Julgo não estar enganando ao considerar que a afirmação “clinicamente comprovado” é falsa e como tal publicidade enganosa bastante grave visto se tratar de um produto da área da saúde.
2.”aval” de Dr Diogo Crespo.
Também me levantam algumas dúvidas o “aval” do Dr. Diogo Crespo que segundo o site da Ordem dos Médicos só pode ser o Dr. Diogo Manuel de Sousa Macedo Crespo (único Diogo Crespo inscrito na ordem que se pode consultar aqui : https://www.ordemdosmedicos.pt/?lop=listamedicos) aposentado em 2009 (conforme Diário da República http://dre.pt/pdf2sdip/2010/03/047000000/1059610599.pdf).
Qual a experiência do Dr Diogo com a magnetoterapia? Usou-a? Com que bases afirma ele na publicidade que a magnetoterapia “favorece a circulação sanguínea e acelera a regeneração celular“? Nem o estudo apresentado pela empresa Club Natura fala nesses benefícios.
E já agora, espero que a fotografia que aparece no anúncio mesmo ao lado do seu testemunho seja mesmo do Dr Diogo Crespo, senão parece-me que é mais um abuso por parte da Club Natura.
INFORMAÇÕES NO SITE
3. resultados positivos diferentes do apresentados no estudo
Na página http://www.clubnaturasalud.com.pt/magnetoterapia/queEs.php?sec=2&apto=2&idioma=2 a Club Natura apresenta os resultados positivos da magnetoterapia. Os resultados são tirados do estudo citado, mas as conclusão do estudo não são bem as mesmas.
O estudo cataloga os resultados conforme os resultados obtidos em 4 categorias:nulo, mais que suficiente, bom e excelente.
Os autores do estudo consideram positivos os resultados bom e excelente, mas a Club Natura decidiu que também havia de incluir os “mais que suficiente” nos positivos o que se traduz numa média de 24% mais resultados positivos que os apresentados no estudo.
4. Testemunhos Apresentados
Como é possível haver testemunhos iguais  apresentados por pessoas diferentes?
Se comparamos os testemunhos do site Espanhol do Club Natura : http://www.clubnaturasalud.com/magnetoterapia/recomiendan.php?sec=4&idioma=1 com os do site Português : http://www.clubnaturasalud.com.pt/magnetoterapia/recomiendan.php?sec=4&idioma=2 verificamos que são os mesmos ditos por pessoas diferentes. Nos casos em que o nome deu para traduzir de Espanhol para Português os nomes até são parecidos nos outros foi colocado um nome completamente diferente.
Pode-se dizer que os nomes das pessoas não interessam, mas isso não é verdade. Se não interessassem não estavam no site. As pessoas gostam de se identificar com outras com o mesmo problema, por isso a importância de ter testemunhos na primeira pessoa. Se não tiveram pudor de alterar completamente os nomes, apresentando pessoas que não existem, que garantias temos de que os testemunhos são mesmo reais?
5. Afirmações
De um modo geral o site está cheio de frases que são no mínimo de veracidade duvidosa e no máximo completamente falsas e que carecem de provas cientificas/médicas.
Exemplos:
Todas as doenças partem de uma única causa, «o desequilíbrio celular”. Diz-se que uma célula se desequilibra celularmente, quando um electrão dos átomos que a constituem fica solto, ou seja, não se liga a outro (é aquilo que em ciência se conhece como um radical livre electromagnético).
Por esse motivo, a magnetoterapia ajuda a repolarizar os átomos das células, oferecendo àqueles que a utilizam uma melhora acelerada na maior parte das suas patologias.

Utilizando ímanes sob a forma de colares, pulseiras, caneleiras e anéis, é possível aumentar a energia pessoal, prevenir os desequilíbrios no estado de saúde, estimular a circulação do sangue e formar células novas que rejuvenescem os tecidos do corpo.
Benefícios que a magnetoterapia produz:
 Aumenta o oxigénio nas células.
 Elimina fluidos e gases.
 Reduz a retenção de líquidos.
CONCLUSÃO : Parece-me haver fortes indícios de que a empresa Club Natura faz afirmações médicas não fundamentadas o que me parece extremamente grave e merecedor de uma investigação apurada.
Sinceramente, Não percebo como é que para se colocar um medicamento baseado em “medicina tradicional” sejam precisos um batalhão de testes e estudos a confirmar que o medicamento realmente faz o que diz enquanto as “medicinas alternativas” podem vender o que quiserem fazendo as alegações mais disparatas sem que sejam alvo qualquer espécie de controlo.
Agradecia que a DGC estivesse mais atenta às “medicinas alternativas” e às suas reivindicações.
sem mais,
Cláudio Tereso
============================================================
Actualização 16/11/2011:Enviei à ERS o seguinte email:
Recebi da DGC o e-mail abaixo transcrito que indica ter sido reencaminhada para a ERS a minha “denúncia”.
Agradecia que assim que houver – se houver – alguma conclusão  e se tal for possível/normal que me informassem.

Obrigado pela atenção,
Actualização 15/11/2011: Resposta da DGC
Exmº Senhor
Cláudio Tereso
Pedindo desculpa pelo atraso e em resposta à exposição que nos enviou, informamos que sem prejuízo das competências da DGC em matéria de publicidade, a sua situação foi remetida, nesta data, para a ERS – Entidade Reguladora da Saúde.

Constituem atribuições da ERS a regulação e a supervisão da actividade das entidades prestadoras de cuidados de saúde. Cabe à ERS velar pelo cumprimento das obrigações legais e contratuais dos regulados, no que respeita ao acesso dos utentes aos cuidados de saúde, à observância dos níveis de qualidade e à segurança e, genericamente, aos direitos dos utentes.

À Direcção Geral do Consumidor cabe encaminhar as reclamações e queixas dos consumidores para as entidades reguladoras e garantir o seu acesso aos mecanismos extrajudiciais de resolução de conflitos de consumo (Centros de Arbitragem e Centros de Informação Autárquica ao Consumidor), entre outras atribuições definidas na Portaria n.º 536/2007, de 30/04.

Para o acompanhamento do assunto sugerimos que contacte a ERS, cujo horário de atendimento das 9:00 às 12:30 e 14:00 às 17:30h  nos seguintes endereços:
Morada: Rua S. João de Brito, n.º 621, L 32, 4100-455 Porto
Telefone: 22 209 23 50
Fax: 22 209 23 51
E-mail: geral@ers.pt

Com os melhores cumprimentos,
CF
Divisão de Apoio e Informação ao Consumidor

Actualização  31/10/2011
Já há alguns dias que o “aval” do Dr. Diogo Crespo desapareceu da publicidade do DN.
Gostaria de pensar que a minha queixa teve alguma coisa a ver com esse facto, já seria uma pequena vitória ;-)
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PostHeaderIcon 7 Maravilhas, para que conste

É um “concurso” organizado por uma empresa chamada EIPWU, Lda (NIF 508318939), que se tem site está, bem escondido.

A empresa NEW SEVEN WONDERS PORTUGAL, S.A.  (NIF 507800052) detêm a marca “7 maravilhas de Portugal” que suponho seja um franchising da marca “New 7 Wonders” e suponho que delegou na EIPWU a organização deste evento.

Não sei quem paga a fatia maior destes festins, mas muito cai em cima dos municípios que pagam em troca de, julgo eu, receitas de turismo.

Não passa de um negócio , um franchising, que enche os bolsos a essas empresas enquanto anda toda a gente a falar da alheira e do chouriço.
E não esquecer que é um evento nacional, não traz turismo de fora.

Será que compensa aos municípios o dinheiro que gastam com esta brincadeira? Não sei.  Mas acho útil sabermos exactamente do que se trata e que alguém com mais informação sobre o assunto que investigue .

Só para terem uma ideia:

Turismo de Lisboa e Vale do Tejo->EIPWU:
Adjudicação no procedimento de ajuste directo para a organização, promoção e gestão da realização do evento As 7 Maravilhas da Gastronomia, na cidade de Santarém
487.500,00 €

Associação Turismo Açores->New Seven Wonders Portugal, SA:
Prestação de serviços de organização e promoção da realização do evento “As 7 Maravilhas Naturais de Portugal®” no Arquipélago dos Açores
1.550.000,00 € 

Se quiserem ver o resto vão a: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/GenSearch.aspx e coloquem os NIFs das ditas empresas.

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PostHeaderIcon As deculpas de JCN

E-mail enviado ao DN em resposta à “Santa Vergonha” do Sr. Neves:

João César das Neves sofre de uma perturbação psicologia chamada dissonância cognitiva que consiste em alterar ou menosprezar os factos quando estes não batem certo com a nossa crença. 

Não só vai ao ridículo de catalogar a inquisição de benevolente para a época, de culpar os turcos pelas cruzadas como ainda tem o descaramento de considerar que as acusações à Igreja (inclusive as de pedofilia) apesar de verdadeiras, são descabidas e injustas!
É absolutamente espantoso que o homem que anos atrás “condenou” a homossexualidade ao inventar uma ligação directa entre esta e a pedofilia, venha agora desculpar a Igreja desse mesmo crime.
Sr. Neves, para quando uma crónica a criticar a Igreja e o Sr Ratzinger pelo vergonhoso comportamento de ocultação dos crimes de pedofilia cometidos dentro dessa “sagrada” instituição? Ou acha mesmo que existe desculpa para esse.s actos? 
Não sei se a hipocrisia é pecado, mas é definitivamente um sentimento “pouco católico”.

 

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